Importância da suplementação mineral para bovinos de leite

A atividade leiteira se mostra lucrativa nos diferentes sistemas de produção. Estabuladas ou manejadas em regime de pasto, o sucesso dependerá da eficiência adotada e, independente do porte, a propriedade deve ser encarada como uma empresa. É necessário produzir leite de qualidade com menor custo. Para isto, é fundamental que o produtor conheça os três pilares (manejo, sanidade e nutrição) que sustentam a atividade leiteira.

Dentro da nutrição, a atenção destinada à mineralização do rebanho deve ser dobrada, visto que por muitas vezes é negligenciada. Cada mineral, seja macro (cálcio, fósforo, magnésio, enxofre, potássio e sódio) ou microelemento (manganês, zinco, cobre, iodo, selênio e cobalto), desempenha funções essenciais e vitais. A deficiência destes resultará em fragilidade óssea (cálcio, ferro e cobre), redução do consumo (cobalto e zinco), crescimento lento (cálcio, cobalto, cobre e zinco), perda de peso (fósforo, enxofre e cobalto), redução da fertilidade (fósforo, cobre, iodo e manganês), problema reprodutivo (selênio, iodo e manganês), queda na produção de leite (cálcio, fósforo, enxofre e cobalto) e morte (magnésio, enxofre e selênio).

Apesar de estarem presentes na água, solo e forragem, para efeito de cálculo somente o mineral proveniente da forragem é considerado. A deficiência mineral comprovada em áreas tropicais demonstra ser fundamental fornecer tais nutrientes por meio da suplementação.

A exigência de minerais irá variar em função da categoria (bezerra, novilha, vaca seca ou em lactação) e fase de lactação (alta, média e baixa produção). Quanto maior o animal e sua produção de leite, maior será a quantidade de macro e microelementos a ser consumida.

Em se tratando de vacas confinadas, de média a alta produção, normalmente todo alimento é fornecido no cocho. Neste caso, é preciso considerar os minerais provenientes dos alimentos volumosos e concentrados. Neste sistema, o ideal é misturar o suplemento mineral na dieta. São recomendados aqueles com teor de fósforo próximo de 6% e menor teor de sódio (em excesso ocasionaria redução de consumo). A quantidade a ser fornecida dependerá do balanço nutricional apresentado na ocasião da formulação. Em cocho separado deve-se fornecer o suplemento com pelo menos 80g por kg e teor de sódio mais alto, o qual irá modular o consumo. Para vacas em regime de pasto, dependendo da produção de leite, a ração deve ser fornecida durante ou após a ordenha. Nestes casos, como dificilmente há um controle da quantidade de mineral ingerido, visto que a quantidade do mesmo é variável nas forragens ao longo do ano, é fundamental ofertar o suplemento em cochos cobertos, durante o ano todo. Para vacas, cuja produção de leite não justifica o fornecimento de ração, são recomendados suplementos proteico-energéticos. Estes possuem carboidratos solúveis e proteína, nutrientes que garantem um ambiente ruminal eficiente, resultando em ganhos produtivos e reprodutivos.

No momento de adquirir o suplemento é fundamental avaliar o nível de garantia, os ingredientes que o compõe, o consumo esperado e a recomendação técnica. Em última análise, é necessário que o produtor avalie não somente o quanto investirá na suplementação, mas também o retorno sobre o capital investido quando a suplementação é realizada de maneira correta.

Por: José Leonardo – zootecnista e gerente de Produtos Ruminantes da Guabi

Nova sede da Central Bela Vista já coleta 400 touros

Inaugurada em maio deste ano, a nova sede da Central Bela Vista, em Botucatu (SP), conta atualmente com 400 touros para coleta e processamento de sêmen.

Volume 40% maior em comparação ao mesmo período do ano passado, a Central dispõe de 465 piquetes distribuídos em uma fazenda com 130 hectares, com altitude próxima de 1.000 metros.

A Central Bela Vista conta com importantes parcerias, como exclusividade na coleta de sêmen dos touros da Agro-Pecuária CFM e dos participantes dos testes de progênie DeltaGen, PNAT e PAINT, entre outros. Nos próximos dias, a empresa receberá alguns dos reprodutores do Nelore Qualitas.

Além desses, gerencia a coleta de touros das principais centrais de inseminação do País, como Alta Genetics, Select Sires, CRV Lagoa, Araucária Genética Bovina, CRI Genética e Gensur.

Com localização privilegiada, a Central Bela Vista é beneficiada pelo clima, que, em conjunto com o isolamento sanitário, são importantes diferenciais para a produção de sêmen congelado de bovinos e bubalinos das mais diversas raças de corte e leite.

Para o gerente Operacional Gerson Sanches, o objetivo da Central Bela Vista é trabalhar mantendo os mais elevados padrões de qualidade de sêmen para oferecer ao criador ótimos índices de prenhez em suas vacas e, ao mesmo tempo, desempenhar uma ótima gestão dos touros.

Melhoramento genético auxilia na redução de Gases de Efeito Estufa da pecuária

Aumentar o desempenho produtivo do animal é uma das estratégias mais eficientes utilizadas na atividade pecuária para conter a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), por ter efeito cumulativo e permanente.

Essa é uma das orientações de estudo promovido pelo Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: geração de valor na produção intensiva de carne e leite”, como parte do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

A mitigação dos gases é viabilizada pela capacidade do animal em aumentar a sua produção, usando o mesmo gasto calórico. Em uma criação de vacas leiteiras, por exemplo, aquelas que alcançam níveis produtivos maiores, com a otimização do uso de energia do corpo, irão, consequentemente, reduzir o volume de dejetos excretados.

“Essa diminuição levará a uma queda do total de substâncias nocivas à atmosfera liberadas pela atividade pecuária, considerando que a decomposição dos dejetos é uma das principais responsáveis pela emissão de metano (CH4)”, explica o consultor do Projeto e médico-veterinário, Cleandro Pazinato Dias.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por ano, cada bovino criado no Brasil é responsável por pelo menos 57 quilos (Kg) de CH4 despejados no meio ambiente. Essa média pode ser reduzida em até 35%, se adotadas técnicas de mitigação. O aumento da eficiência na produção pecuária pode potencializar o desempenho dos bovinos e reduzir a emissão de CH4 para 37,7 Kg por ano.

Uma das maneiras de garantir esse resultado pela fórmula “produção x energia despendida” se dá por meio do melhoramento genético, que também garantirá aos produtores, além de um aumento no desempenho da criação, melhor retorno econômico.

“A quantidade de metano liberado, por exemplo, varia conforme a quantidade e a qualidade do alimento digerido, do grau de digestibilidade e das condições de criação dos animais”, explica Dias, “dessa forma, a nutrição animal se torna um dos fatores importantes para a conservação ambiental na produção pecuária”, esclarece.

O uso de grãos e alimentos concentrados na dieta e o processamento adequado das forragens conservadas, para melhorias no processo digestivo, é fundamental.
Vale destacar que melhorias dos índices zootécnicos de produção e reprodução por meio do abate em idade menor, menor intervalo entre os partos, da idade menor da primeira cria e do bem-estar do animal “estão igualmente relacionados à redução da emissão dos gases que causam o efeito estufa, porque estão relacionados às garantias para a eficiência da criação”, reforça Dias.

Diminuir a média de idade ao primeiro parto e aumentar a produção de leite na primeira lactação, por exemplo, pode melhorar a eficiência produtiva ao longo do ciclo de vida do animal e diminuir as emissões por quilograma do produto. De forma similar, melhorando o desempenho reprodutivo do rebanho, adotando melhores métodos de inseminação, reduzirá o intervalo entre partos e, consequentemente, os dias não produtivos

O Projeto “Pecuária de Baixa Emissão de Carbono: Geração de Valor na Produção Intensiva de Carne e Leite” tem por finalidade desenvolver ações para adoção de tecnologias de produção sustentável, com o objetivo de responder aos compromissos assumidos pelo país na redução de emissão de Gases de Efeito Estufa no setor agropecuário. O projeto identificou e selecionou as tecnologias de produção sustentáveis passíveis de serem implantadas nas condições de produção de bovinos de corte e leite em sistemas confinados brasileiros. Os modelos viáveis estão sendo difundidos pelo Projeto por meio de workshops nas principais regiões produtoras do Brasil.

Autor: Pecuária Sustentável – Plano ABC

Repronutri 2017 começa amanhã em Campo Grande

A cidade de Campo Grande (MS) recebe nos dias 31 de agosto a 1º de setembro a 3ª edição do Simpósio Repronutri – Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo.

A técnica de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) será um dos temas abordado no evento. Os pesquisadores Alessandra Nicácio (Embrapa) e José Luiz Moraes Vasconcelos (Unesp-SP) irão apresentar o seu uso na estação de monta e os avanços em gado de corte.

Os médicos-veterinários explicam que com a adoção e o uso da tecnologia, a estação de monta tende a encurtar-se e tornar-se mais eficiente e reforçam, ainda, que além do benefício de a concentração dos acasalamentos e partos, o descarte e a seleção de fêmeas podem ser direcionados e efetivos e, assim, melhora-se a fertilidade do rebanho.

O 3º Simpósio Repronutri – Reprodução, Produção e Nutrição de Bovinos: a pesquisa aplicada ao campo é uma realização do Grupo Repronutri, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Uniderp.

Mais informações: http://repronutri.com.br/

Poste cai e mata 50 bois em Ariquemes (RO)

A queda de um poste de energia devido ao temporal que atingiu a área rural em Ariquemes (RO) matou cerca de 50 bois.

Os animais foram atingidos por uma descarga elétrica.

Segundo reportagem do G1 Rondônia, os animais foram achados nesta terça-feira (29), em uma propriedade da Linha C-60, da BR-421.

O prejuízo pode chegar aos R$ 100 mil e um boletim de ocorrência foi registrado pelo proprietário Carlos Schmitz, pois o sitiante quer ser ressarcido pela Eletrobras.

Um novo poste foi colocado no local.

Com informações G1 Rondônia

Preço do leite se recupera no mercado internacional

O mais longo ciclo de crise da produção láctea global dos últimos dez anos pode ter chegado ao fim.

O preço do litro de leite pago ao produtor no mercado internacional, que chegou a 22 centavos de dólar, recuperou-se nos últimos meses e alcançou o valor histórico de 38 centavos de dólar em junho.

A tonelada do leite em pó, que no pior momento de 2016, custava US$ 2.000,00, já está sendo vendida acima de R$ 3.100,00 no mercado internacional. A constatação é de três cientistas da Embrapa, especialistas em Economia.

O analista da Embrapa Gado de Leite Lorildo Stock diz que as crises no mercado global de lácteos são cíclicas.

“Geralmente ocorre um ano ruim para cada dois anos positivos, mas a crise que superamos durou 30 meses”, conta o pesquisador, que acrescenta: “até então não se havia registrado um período negativo que durasse tanto tempo.”

Informações Embrapa Gado de Leite

Exemplar das Fazendas do Basa conquista título na Megaleite 2017

Maia FIV do BASA (Jaguar X Anita), exemplar das Fazendas do Basa, conquistou o título de CAMPEÃ Vaca Jovem Gir Leiteiro do Torneio Leiteiro da Megaleite 2017, com produção diária de 56,456 kg de leite.

O pecuarista Evandro do Carmo Guimarães selecionou animais das principais famílias da raça, formando assim, um rebanho de qualidade, e com muita diversidade genética.

Seu plantel é composto por 1085 fêmeas na seleção e cerca de 430 prenhezes nascendo esse ano.

Informações sobre o trabalho do Basa podem ser obtidas pelo telefone: (32) 3441-6001.

Drauzio Varella e Olivier Anquier participam da Megaleite 2017

A Megaleite 2017, evento que acontece nos dias 28 de junho a 1º de julho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), terá um dia especial, o Megaleite Day.

O evento, agendado para o dia 28 de junho, a partir das 14h, no Tatersal 1 do Parque da Gameleira, contará com palestra do médico Drauzio Varella sobre saúde, estilo de vida e benefícios do consumo do leite como parte de uma dieta saudável.

Segundo ele, o leite é considerado um alimento de alto valor nutricional. “O leite é importante porque tem sais minerais, vitaminas e, especificamente, o cálcio, que é um componente essencial da dieta e existe em quantidades muito pequenas em outros alimentos”, informa.

O Megaleite Day terá também receita show ao vivo, com ingredientes à base de produtos lácteos, com um dos chefs mais famosos do Brasil, o francês Olivier Anquier.

Toda a renda proveniente da venda dos ingressos do Megaleite Day será revertida em compra de leite e doada para instituições assistenciais da capital mineira. O evento é uma parceria da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando e do #bebamaisleite, tendo o patrocínio da Camponesa e Tetra Park.

Participe!

Fazendas do Basa se destacam em Torneio Leiteiro de Franca

Dois exemplares da raça Gir Leiteiro, de propriedade das Fazendas do Basa, se destacaram durante a 48ª Expoagro – Exposição Agropecuária de Franca, no interior de São Paulo.

Com média superior a 59 kg de leite, Dourada FIV BRTG (Vaidoso X Tática), sagrou-se Grande Campeã do Torneio Leiteiro 2017. Dourada é uma doadora descendente de uma das principais matriarcas do Gir Leiteiro, Tática de Brasília, portanto irmã da recordista, Fábrica FIV de Brasília. Além disso, Dourada é irmã da Irajá, Hani, Fafá, todas doadoras do BASA com alta lactações.

E com média superior a 42 kg de leite, a novilha Marjory FIV do Basa (Sansão X Jiba) foi a Campeã Fêmea Jovem do torneio leiteiro.

Marjory, é uma primípara com muito potencial e um futuro promissor, já que com apenas 32 meses de idade, produziu mais de 42 kg de leite. Descende da grande recordista Jiba de Brasília, da família da Enamorada. Grande consistência genética aliado a grande capacidade produtiva.

Megaleite 2017 terá participação da Alta

A Alta, empresa de melhoramento genético bovino, participa da Megaleite 2017 (Exposição Brasileira do Agronegócio do Leite), considerado o maior evento do segmento do Brasil, realizado de 28 de junho a 1 de julho, em Belo Horizonte/MG.

A companhia irá apresentar aos pecuaristas tecnologias e soluções em genética que contribuem para aumento de produtividade e produção de leite na fazenda, além de produtos que facilitam o dia a dia no campo.

É o caso do colostro em pó, que já está sendo comercializado, e é exatamente o colostro natural da vaca, com todas as substâncias e os nutrientes necessários para a sobrevivência e o desenvolvimento do bezerro ao nascer, e que é determinante no desempenho e no futuro produtivo do animal, possibilitando expressar seu potencial genético ao longo da vida.

A equipe da Alta também está preparada para novos negócios e espera bons resultados comerciais durante a Feira, que traz grande público do mercado externo. “Nossa expectativa é grande na visita de comitivas estrangeiras durante a Feira e na comercialização de sêmen para fora do Brasil, uma vez que este público vem em busca da melhor genética para as raças Girolando e Gir Leiteiro”, explica Guilherme Marquez, Gerente de Produto Leite Nacional da Alta.

A Alta apresentará também a bateria de animais Gir Leiteiro, provados durante a ExpoZebu, que apresentaram ótimos resultados e são destaques no mercado. Também serão divulgados, ainda durante a Megaleite, os resultados do Teste de Progênie de Touros Girolando e será lançada a Prova Genômica de Girolando. “Em nossa bateria desta raça, destacamos o touro Irídio, que traz uma família consistente de leite e uma genética segura e pode apresentar resultados interessantes”, afirma Marquez.

Para as raças europeias, a Megaleite irá sediar a Etapa Mineira do Circuito Nacional da Raça Holandesa 2017 e 1ª Exposição Homologada da Raça Jersey de Minas Gerais. O programa Pecuária em Alta, exibido pelo canal Terra Viva, será transmitido direto do Parque da Gameleira, no dia 28 de junho.

Assessoria de Imprensa

Vem aí III Prova de Leite a Pasto

A Embrapa Cerrados (Planaltina -DF) e a parceria com a Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP) abre a partir desta segunda-feira (29) as inscrições para a 3ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro.

A prova tem como objetivo identificar matrizes com potencial genético para a produção de leite a pasto em grupos contemporâneos de cada raça, promovendo o melhoramento genético de raças zebuínas com aptidão leiteira.

São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 12 vagas para novilhas da raça Guzerá e 12 vagas para novilhas da raça Sindi, que serão preenchidas de acordo com a ordem de chegada das inscrições.

Cada criador proprietário poderá inscrever até dois animais de cada raça, podendo inscrever uma terceira novilha a título de fila de espera caso as vagas totais não sejam preenchidas.

Podem participar da prova novilhas registradas na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) nas categorias puro de origem (PO) ou livro aberto (LA)*.
Elas devem ser primíparas com idade máxima de 46 meses na data do parto e estarem obrigatoriamente gestantes, sendo o parto efetivado dentro do período de adaptação.

Os animais deverão parir no período de 09/12/2017 a 28/02/2018, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ. Para isso, devem ter sido inseminadas ou cobertas entre os dias 20/03/2017 e 19/04/2017.

Para se inscrever, é necessário preencher a ficha de inscrição e enviá-la para o e-mail aczp.df@uol.com.br.

Será cobrada uma taxa de R$ 2.500 por novilha inscrita, divididos em 10 parcelas mensais de R$ 250. O pagamento deve ser realizado por meio de boleto bancário enviado pela ACZP. Após o pagamento, o proprietário deve enviar a ficha de inscrição assinada e cópia do registro genealógico da novilha para o mesmo e-mail.

Mais informações sobre a prova podem ser obtidas pelo e-mail carlos.martins@embrapa.br ou no telefone (61) 3386‐0025.

Fazendas do Basa recebem integrantes da Embrapa

As Fazendas do Basa, importante criatório da raça Gir Leiteiro no país, recebeu recentemente a visita de Coordenador Geral da EMBRAPA, Dr. Paulo do Carmo Martins, dos pesquisadores Dr. Marcos Vinícius Barbosa, João Cláudio Panetto e do supervisor Armando Carvalho.

O grupo foi recebido em Leopoldina pelo pecuarista Evandro do Carmo Guimarães e sua Equipe.

Com o objetivo de aprimorar os programas de melhoramento da raça Gir Leiteiro, as Fazendas do BASA com a orientação da Equipe Técnica da EMBRAPA Gado de Leite iniciaram a genotipagem de todo seu plantel.

O pesquisador Dr. Marcos Vinícius revelou que “a seleção genômica é importantíssima para o melhoramento genético. Através dela é possível selecionar animais novos, diminuir o intervalo de gerações, intensificarem o melhoramento genético, como conseqüência, animais mais produtivos são produzidos”.

Já Dr. Paulo do Carmo Martins, não escondeu sua alegria em conhecer parte do trabalho desenvolvido nas Fazendas do BASA. “O Gir Leiteiro não estava na arca de Noé. Foi criado por pesquisadores brasileiros visionários, como o saudoso Mário Martinez, da Embrapa Gado de Leite. Hoje, visitei um dos melhores rebanhos Gir Leiteiro do mundo em Leopoldina – Zona da Mata mineira, numa das Fazendas do BASA, do pecuarista Evandro do Carmo Guimarães, que colocou pra si, a missão de desenvolver esta raça. Nunca tinha visto nada igual. Vimos vacas com lactação de 12 mil quilos! Saímos de uma das fazendas, motivados a promover uma sólida parceria público privada envolvendo seleção genômica”, explicou entusiasmado o chefe geral da Embrapa.

Quem também participou desta proveitosa reunião, foi o pecuarista e ex-secretário de Agricultura de Minas, Dr. João Cruz.

Para o pecuarista Evandro Guimarães, quando aumentar o contingente de selecionadores genômico, haverá maior confiabilidade dos produtos.

Informações assessoria de imprensa

Dono de chácara é multado em R$ 30 mil por desvio de córrego

Durante fiscalização realizada por Policiais Militares Ambientais de Aquidauana (MS) foram encontradas diversas degradações ambientais em uma chácara no município.

O proprietário do local construiu uma valeta de 1,5 metros de largura, desviando um córrego e degradando área protegida de preservação permanente (APP) de matas ciliares do curso d’água e, construiu também, várias valetas para drenar uma área de várzea.

Ele revelou a PMA que as atividades eram para a implantação de uma atividade de pesque-pague, porém, não possuía autorização do órgão ambiental.

O proprietário rural foi autuado administrativamente e multado em R$ 30 mil pelo desvio do córrego e degradação das áreas protegidas e responderá também por crime ambiental de degradação de área de preservação permanente (APP).

Artigo – Sucedâneos lácteos para bezerros leiteiros

Por Rafael Azevedo, zootecnista,
Mestre em Ciências Agrárias,
Doutor em Zootecnia e Gerente de Produtos da Alta

A criação de bezerros leiteiros é uma etapa em que os custos são elevados, com maior participação dos gastos relacionados ao fornecimento das dietas líquidas (leite ou sucedâneo). Estas condições fazem com que os animais sejam muitas vezes criados de forma inadequada, com um fornecimento restrito da dieta líquida, gerando comprometimento do desempenho e desenvolvimento dos animais. Alguns levantamentos demonstram que durante a fase de aleitamento, 70% do custo total com alimentação e manejo estão relacionados ao fornecimento de leite para os animais.

O leite é o principal alimento e o que possibilita melhores resultados aos bezerros nos primeiros meses de vida, porém, existem alternativas que podem ser utilizadas para redução dos custos nessa fase de alimentação, sem prejudicar o desenvolvimento dos mesmos, como a utilização de sucedâneos de boa qualidade. Sucedâneos são produtos comerciais, nos quais os constituintes lácteos são substituídos parcialmente por outros de origem animal ou vegetal. É importante salientar que eles não possuem a função de substituição do colostro, alimento de suma importância para garantir o nível adequado de imunidade para os animais nas primeiras horas de vida.

A utilização de sucedâneos no Brasil ainda possui grande oportunidade de mercado e já existem bons produtos no mercado nacional. Mas, ainda são encontrados trabalhos nacionais que relatam produtos que aumentaram as taxas de mortalidade e de diarreia dos animais, provavelmente relacionadas à presença de ingredientes contendo fatores antinutricionais. Porém, esses resultados devem ser avaliados com cautela, pois existem vários fatores que podem justificá-los, como a quantidade de produto fornecido e o tipo de manejo adotado. Sendo assim, na hora de escolher um sucedâneo, a composição e a constituição dos produtos devem ser avaliadas, bem como o tipo de manejo que será adotado, buscando sempre os melhores produtos disponibilizados no mercado.

Os sucedâneos do leite podem ser uma alternativa de substituto do leite, tendo em vista o seu alto poder de comercialização, podendo ser incorporado à dieta de bezerros, desde que o mesmo seja composto por fontes nutricionais de excelente qualidade.

No Brasil, a baixa utilização de sucedâneos pode ser explicada por vários fatores, sendo a formulação nutricional a barreira primordial. Os primeiros produtos disponíveis no mercado eram de baixa qualidade, não apresentavam formulação adequada em termos de fonte proteica e energética. Sendo que alguns sucedâneos apresentavam fonte proteica de baixa qualidade, geralmente à base de soja, sem processamento para redução de fatores antinutricionais e aumento da digestibilidade, resultando em redução no desempenho e aumento das taxas de mortalidade. Outros problemas comumente encontrados, e que até hoje podem ser observados, é a utilização de ingredientes com baixa solubilidade em alguns sucedâneos nacionais, resultando em uma difícil diluição do produto.

Segundo o NRC (2001) é recomendado que sucedâneos lácteos para bezerros contenham no mínimo 20% de proteína bruta (PB). É importante entender que as fontes proteicas utilizadas na formulação desses produtos são classificadas como lácteas e não-lácteas e os fatores críticos que afetam a utilização dessas fontes pelos bezerros incluem a digestibilidade, balanço de aminoácidos e a presença de fatores antinutricionais. Quando os produtos apresentam excesso de amido e fibra, baixa qualidade e inadequada incorporação das gorduras e fontes proteicas de baixo aproveitamento ou que possam provocar transtornos digestivos e problemas podem ser verificados nos animais, como aumento de diarreia e baixo desempenho.

O método de incorporação da gordura nos sucedâneos é o principal fator que afeta a digestibilidade dos lipídios e uma adequada dispersão da gordura é essencial para sua solubilização em água e consequentemente na sua digestão. Os sucedâneos lácteos geralmente contêm de 10 a 20% de gordura, ou seja, nível abaixo do encontrado no leite integral, que tem em média 28%. Os sucedâneos americanos são geralmente formulados com 20% de gordura, sendo que aqueles que não alcançam esses níveis não são mais comercializados.

Algumas opções para aumentar o nível de gordura no sucedâneo lácteo podem ser utilizadas, incluindo o sebo, uma gordura relativamente pouco aproveitada pelo animal, em razão da presença de ácidos graxos saturados, sendo estes de menor digestibilidade. A utilização da gordura vegetal em substituição à gordura animal na formulação de sucedâneos lácteos também pode ser uma fonte de gordura alternativa eficiente na composição de sucedâneos lácteos e resultados satisfatórios também foram obtidos com o uso exclusivo de óleos vegetais, como o da palma e do coco. Entretanto, os óleos vegetais apresentam custo maior que a gordura animal e devem ser evitados os óleos vegetais altamente insaturados como os presentes no óleo de soja, óleo de milho e óleo de girassol.

Mesmo que a utilização do leite seja uma excelente opção para fornecimento de nutrientes de alta qualidade para os bezerros, esse alimento possui maior custo que os sucedâneos e seus nutrientes podem variar em função do estágio de lactação, da nutrição, da flutuação de sólidos totais (ST) no uso do leite de descarte, entre outros fatores. Uma estratégia que pode contornar em parte esses problemas seria a adição de determinada quantidade de sucedâneo em pó, aumentando os ST da dieta líquida, sem aumentar o volume de leite oferecido aos bezerros.

Quando aumentamos os teores de sólidos da dieta líquida e mantemos o volume da mesma, os bezerros passam a consumir maior quantidade de nutrientes, semelhantes ao que estaria contido caso eles recebessem maior volume.

A utilização de bons sucedâneos lácteos em dieta de bezerros leiteiros pode ser uma alternativa para redução dos custos com esta fase de cria, sem contanto comprometer o desempenho dos animais. Durante a escolha de qual produto a ser utilizado, é muito importante levar em consideração a composição nutricional do mesmo, levando em consideração o aproveitamento dos nutrientes pelos animais, principalmente quanto a fração lipídica e proteica constituinte dos substitutos adotados. A opção de adensar o fornecimento de leite, incluindo bons sucedâneos a dieta líquida, pode ser uma alternativa interessante para favorecer o desempenho e o desenvolvimento dos bezerros.

O aleitamento artificial, com separação do bezerro da vaca, interfere no período de lactação da vaca?

A Embrapa Gado de Leite disponibiliza para o produtor rural a publicação “500 perguntas 500 respostas” destinado à criação de gado leiteiro. Uma das questões respondidas é: O aleitamento artificial, com separação do bezerro da vaca, interfere no período de lactação da vaca?

Segundo a publicação, as vacas das raças zebuínas, como a Gir, a Guzerá e a Sindi, praticamente não produzem leite sem o bezerro ao pé. As mestiças não selecionadas, sem o bezerro ao pé, tendem a diminuir a produção de leite e o período de lactação, ao passo que nas mestiças mais azebuadas esse problema é mais sério.

As vacas de raças europeias, como a Holandês, a Pardo-Suiça e a Jersey, produzem leite normalmente sem a presença do bezerro.

Nesse caso, o aleitameto artificialnão interfere no período de lactação da vaca. A seleção deve ser realizada para vacas que produzam leite sem o bezerro ao pé.

Informações Embrapa Gado de Leite – Coleção 500 Perguntas – 500 Respostas