Veja características importantes na seleção do gado de leite

As principais características são as de úbere, tetas, pernas, pés e as de garupa. Úberes bem conformados e com bons ligamentos dão boa condição e sustentação à glândula mamária durante a lactação, tendendo a propiciar maior vida produtiva.

Tetas de bom tamanho, de diâmetros adequados e bem distribuídos facilitam o manejo de ordenha e a mamada do bezerro, além de reduzirem riscos de infecções (mastites), lesões ou traumatismos. Bons aprumos facilitam o deslocamento do animal na proteção à cria e busca por alimentos, especialmente em sistemas de produção a pasto.

Características de garupa, como largura e inclinação, estão relacionadas com a sustentação do úbere e a facilidade de parto. Essas características têm importância econômica e estão intimamente relacionadas à vida útil dos animais

12ª edição da Megaleite começa nesta 3ª feira em Uberaba (MG)

Tem início nesta terça-feira (30), a partir das 9h (horário de Brasília) a 12ª edição da Megaleite, uma das principais exposições da pecuária leiteira do Brasil. O evento será realizado no Parque de Exposições Fernando Costa em Uberaba (MG) entre os dias 30 de junho e 4 de julho.

Na solenidade de abertura do evento, será feita a entrega do Mérito Girolando a seis criadores e lideranças do agronegócio que contribuem para o crescimento do setor, são eles: O deputado federal e Presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, Marcos Montes (Personalidade do Ano), o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins (Liderança Nacional) e os criadores Ilza Helena Kefalás Oliveira (Mulher), Avelino Antunes (Produtor de Leite), Sérgio Reis Peixoto (Jovem Criador) e Roberto Antonio P. Melo de Carvalho (Criador).

Após a entrega das premiações, será realizada a palestra “O cenário da pecuária leiteira no Brasil”, que será ministrada pelo engenheiro agrônomo e coordenador do Milkpoint, Marcelo Pereira de Carvalho. Na sequência, acontecerá a audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, cujo tema será “Políticas para o desenvolvimento do mercado leiteiro em Minas Gerais”.

Entre as outras atrações do evento estão as competições de animais das raças Gir Leiteiro, Girolando, Holandês, Guzerá, Guzolando, Sindi e Indubrasil que contam com quase dois mil animais inscritos, feira de animais e leilões, concurso de queijo, Dia de Campo, cursos e ciclo de palestras.

Para conferir a programação completa da 12ª edição da Megaleite basta acessar o link: http://www.girolando.com.br/megaleite/?programacao

 

Autor: Vicenzzo Vicchiatti

Saiba quais as consequências do acasalamento entre parentes

A Embrapa Gado de Leite alerta aos criadores de gado leiteiro sobre as consequências para o rebanho quando há acasalamento entre parentes. Confira:

De modo geral, as consequências são negativas em decorrência do aumento da consanguinidade ou endograma dos animais. A endogamia pode, em um primeiro momento, diminuir o desempenho reprodutivo e, posteriormente, com seu aumento, a produção de leite.

Essa prática pode, ainda, interferir na ocorrência de enfermidades e defeitos hereditários (lábio leporino, por exemplo) e, por isso, deve ser evitada.

Mas o acasalamento entre parentes não deve ser visto apenas pelo lado negativo. A endogamia foi adotada por muitos anos para uniformização das raças bovinas e formação das linhagens hoje existentes. Mas pelos problemas decorrentes de sua utilização em médio e longo prazo, pelo longo intervalo de gerações e dificuldade de prever suas consequências, os técnicos passaram a não recomendar essa prática nos rebanhos bovinos.

Veja quando as novilhas devem ser cobertas ou inseminadas

A Embrapa Gado de Leite traz um material que tira uma das dúvidas mais frequentes dos produtores rurais, a idade em que as novilhas devem ser cobertas ou inseminadas. Confira:

Não existe uma idade ideal para cobrir as novilhas. Na realidade, deve-se considerar o peso desses animais e o aparecimento do cio, quando estão aptos a conduzir a gestação a termo e ter menos problemas no parto e pós-parto.

O peso recomendado para a cobertura da novilha deve ser estabelecido a partir do peso das vacas adultas do rebanho e pelo manejo nutricional das novilhas à cobrição. O ideal é que as novilhas cheguem ao parto com cerca de 90% do peso das vacas adultas.

Quanto melhor a nutrição da novilha durante a gestação, maior será seu ganho de peso e, assim, ela poderia ser coberta com menor peso. Geralmente, o peso à cobertura pode variar de 350 kg a 380 kg.

Novilhas, principalmente mestiças, podem ser inseminadas ou cobertas a partir dos 320 kg de peso vivo, mas se elas não ganharem um bom peso até o parto, produzirão menos leite e poderão demorar mais tempo para retornar ao cio.

Belo Horizonte recebe Congresso Internacional de Girolando

Acontece entre os dias 19 e 21 de novembro deste ano, no Ouro Minas Palace Hotel, em Belo Horizonte (MG), o 1º Congresso Internacional da raça Girolando. O evento contará com palestras, apresentação de casos de sucesso, visitas a campo, painéis, mesas de discussão, debates e várias outras atrações para os participantes.

Entre as palestras que serão apresentadas durante o evento estão: “O cenário da pecuária de leite no Brasil e no mundo”, “Sistemas de produção de leite a pasto com gado Girolando”, “Manejo sanitário em rebanhos de Girolando”, “Análise econômica da atividade leiteira com gado Girolando”, entre outras.

A 1º edição do Congresso Internacional da raça Girolando será realizada em conjunto com a 2ª edição do Congresso Brasileiro da raça Girolando.

Para conferir a programação completa e se inscrever no evento basta acessar o link: www.congressogirolando.com.br.

Autor: Vicenzzo Vicchiatti

Saiba como acelerar o cio da vaca após o parto

A publicação 500 perguntas 500 respostas da Embrapa Gado de Leite traz em suas páginas informações sobre como acelerar o cio da vaca depois do parto.

Confira:

O tempo que a vaca demora a voltar do cio depois do parto é muito influenciado pelo escore da condição corporal ao parto e do quanto ela emagrece no início da lactação.

Para ser ter uma boa condição corporal ao parto, as vacas devem ser adequadamente manejadas no final da lactação e no período seco. As vacas devem ser “secadas” pelo menos dois meses antes do parto previsto e parir em boa condição corporal.

No início da lactação, as vacas apresentam uma menor ingestão de alimentos de gordura e uma alta produção de leite, pois mobilizam as reservas corporais de gordura para atender a produção de leite, o que é chamado de balanço energético negativo. Ou seja, a vaca gasta mais energia do que ingere.

Quanto mais a vaca emagrecer, mais tempo ela demorará a voltar ao cio. Assim, uma boa alimentação no início da lactação reduz a mobilização das reservas corporais, com menor perda de condição corporal e retorno mais rápido ao cio.

Embrapa Gado de Leite promove leilão em Coronel Pacheco (MG)

Acontece no próximo dia 27, às 13h, em Coronel Pacheco (MG), o 26º Leilão da Embrapa Gado de Leite. O remate irá ofertar 60 lotes de tourinhos, bezerras, novilhas e vacas das raças Holandesa e Girolando, todos registrados.

O leilão que já é marca registrada da Embrapa Gado de Leite disponibiliza animais que são resultado de inseminação artificial com sêmen de touros provados ou em teste de progênie, com reconhecimento mérito genético para produção leiteira.

A Embrapa Gado de Leite oferece neste tipo de evento a oportunidade do produtor adquirir animais com alto potencial produtivo, o que pode aumentar os indicadores zootécnicos dos rebanhos, aliados as condições de manejo, nutrição e sanidade.

O evento será transmitido pelo Novo Canal e os lances poderão ser feitos de maneira presencial ou remota. Para quem não for ao local do leilão e quiser adquirir algum dos lotes do leilão basta se cadastrar no site da Nova Sat Leilões, www.novasatleiloes.com.br ou ligar no telefone (34) 3317-7000.

Autor: Vicenzzo Vicchiatti, com informações da Assessoria.

Como repor as de fêmeas no rebanho de maneira eficiente

Os produtores rurais têm várias dúvidas a respeito de como manter um rebanho produtivo, sendo em número de animais, de como fazer para que os mesmos produzam mais e várias outras perguntas. A Embrapa Gado de Leite resolveu mostrar para o criador qual é a melhor estratégia para realizar a reposição das fêmeas em um rebanho.

A taxa de reposição de fêmeas no rebanho deve ser igual ou superior a 25% ao ano. A melhor estratégia é elevar ao máximo a taxa de parição do rebanho e reduzir a taxa de mortalidade de bezerros. Quanto maior o número de nascimentos, maior será o número de novilhas disponíveis e maior será a possibilidade de selecionar os melhores animais.

Se a taxa de natalidade é de 80% e assumindo que em média nascem 50% de fêmeas, têm-se 40% de fêmeas. Considerando-se a taxa média de 5% de mortalidade, sobram 38% de fêmeas para reposição. Dessa forma, teoricamente, a taxa de reposição poderia ser de 38%. Isso indica que usando 25% de reposição de vacas, saem do rebanho 100 vacas, 25 para descarte, e as vacas não precisam ficar por mais que quatro lactações.

Assumindo-se que se faça inseminação artificial no rebanho e seleção de touros melhoradores (ganho genético positivo para leite), as filhas serão melhores que as mães. De maneira que se a reprodução é boa, sobram todos os machos e parte das novilhas para serem vendidas. Outra estratégia é vender vacas de segunda lactação para melhorar a rentabilidade da atividade leiteira.

Confira o que fazer para produzir leite de qualidade

Com o intuito de auxiliar os criadores de gado de leite disponibilizando o maior número de informações possíveis, a Embrapa Gado de Leite também dá dicas de quais são os procedimentos ideais para produzir leite com qualidade. Confira!

Em primeiro lugar, é importante manter o rebanho livro de brucelose e tuberculose. O controle de doenças é essencial, tanto do ponto de vista da produção quanto da saúde pública, e é condição indispensável para não ser comercializar leite com microrganismos patogênicos para o homem.

Também é necessário implementar um programa de controle de mastite, que assegure a redução das células somáticas e as perdas relacionadas a essa doença. Esse programa deve enfatizar a adoção de medidas preventivas, com higiene pessoal e na ordenha, ambiente limpo para as vacas, manutenção e limpeza dos equipamentos de ordenha e manejo sanitário adequado. Todas as medidas de higiene estabelecidas para a prevenção da mastite contribuem para a obtenção de leite com baixa contaminação microbiana.

Sempre que forem administrados medicamentos para vacas em lactação, o leite deve ser descartado enquanto possuir resíduo da substância. Na ordenha mecânica, deve-se fazer a manutenção periódica, lavando e sanitizando os equipamentos com detergentes apropriados. Na ordenha manual, deve-se ter um cuidado extra com a limpeza dos utensílios, do ambiente e do ordenhador.

Qualquer que seja o tipo de ordenha, é imprescindível refrigerar o leite imediatamente após a extração e mantê-lo a 4°C, ou ligeiramente menos, até o momento da coleta e transporte para a indústria.

Veja como começar a inseminação artificial sem ter prejuízos

Atualmente, a inseminação artificial é a tecnologia que mais rende frutos aos adeptos desta ferramenta cada vez mais presente nos rebanhos brasileiros. Em 2014, a comercialização interna de sêmen foi de mais de 12 milhões de doses, crescimento de 10% em relação ao anterior e movimentou cerca de R$ 250 milhões. E para 2015, a expectativa é que o setor continue em franco crescimento.

Pensando nisso, a Embrapa Gado de Leite trouxe alguns pontos que podem auxiliar o produtor a começar a investir na inseminação artificial sem ter prejuízos. Confira!

A inseminação artificial (IA) é uma técnica com muitos custos envolvidos, como aquisição e manutenção de um botijão de sêmen, compra de sêmen e material de consumo, além da necessidade de um inseminador qualificado. Esses custos também dependem da eficiência da técnica. Se a taxa de prenhez na IA for baixa, serão gastas mais doses de sêmen e as vacas terão o período de serviço aumentado. Assim, a IA é viável em fazendas que tenham uma boa condição nutricional e sanitária do rebanho e que contem com um bom inseminador.

Para produtores que têm poucas vacas, pequena produção de leite ou baixo poder aquisitivo, a solução para baixar os custos de implantação e manutenção da IA é sua organização em núcleos, de modo que a estrutura sirva à coletividade. Não há vantagens da inseminação sobre a monta natural, ou vice-versa, quanto à fertilidade, desde que ambas sejam bem conduzidas. Entretanto, o uso da inseminação artificial permite um melhoramento genético do rebanho mais rápido.

A inseminação artificial pode ser introduzida de forma gradual no rebanho, para não impactar o seu intervalo de partos. Assim, pode-se iniciar inseminando as vacas uma vez e deixando o touro cobrir as vacas que repetirem o cio.

Quando a taxa de prenhez no primeiro serviço estiver satisfatória, podem-se adotar duas inseminações e o repasse com o touro no terceiro cio. Em seguida, pode-se inseminar cada fêmea três vezes e depois realizar o repasse com touro e, finalmente, pode-se chegar ao uso exclusivo da IA no rebanho.

Matriz Gir Leiteiro bate recorde de produção da ExpoZebu

A 81ª edição da Expozebu, realizada entre os dias 3 e 10 de maio deste ano em Uberaba (MG) foi marcada pela quebra de um recorde da competição, superando inclusive o recorde mundial de produção de leite da raça zebuína Gir Leiteiro.

A matriz Gir Leiteiro, Alma Viva FZLM, da Lumiar Agropecuária (Brasília – DF) obteve uma produção média diária, em três ordenhas, de 71,130 quilos de leite, superando o recorde anterior da vaca Ampola FIV que era de 70,593 quilos.

Além de bater o recorde mundial e da exposição, a vaca Alma Viva ainda conquistou os prêmios de Reservada Grande Campeã de Pista e o de Melhor Úbere Adulto da Expozebu 2015.

Alma Viva FZLM é filha de Jaguar do Gavião X Canastra TE Kubera e neta de C.A. Sansão X Ovação de Brasília, o que comprova que os programas de melhoramento genético garantem grandes resultados para os que investem nessa tecnologia.

 

Autor: Vicenzzo Vicchiatti, com informações da Berrante Comunicação.
Foto: Divulgação

Girolando teve maior produção de sêmen entre raças leiteiras

De acordo com o relatório divulgado no último mês de março pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), entre as raças leiteiras, a raça Girolando foi a que mais produziu sêmen em 2014. Com um crescimento de 106% a raça teve uma produção de 774.879 doses no ano passado.

Esse número representa um aumento de 398.789 doses em relação a 2013, que registrou uma produção de 376.090. De acordo com o relatório da Asbia, o material genético das raças leiteiras corresponde a 41% do total da produção de sêmen no país de um total de 13,6 milhões de doses.

O Gir Leiteiro ficou na segunda posição e com um crescimento de 29,42% passou de 486.117 doses em 2013 para 629.150 doses em 2014. Aumento na produção de mais de 140 mil doses nesse período.

Além das raças leiteiras, que obtiveram crescimento de 5,7%, o Relatório Anual Index da Asbia, que cobre aproximadamente 92% do mercado de sêmen no Brasil analisa a movimentação do produto das maiores empresas de inseminação artificial em bovinos com operação no país. O estudo apontou que o mercado de sêmen no Brasil cresceu 4,49% em 2014.

A matéria completa pode ser encontrada na edição de abril e maio do Jornal O Girolandista.

Foto: Acervo/Notícias da Pecuária

Confira o ganho de peso ideal de uma fêmea até a cobertura

Com o intuito de auxiliar os criadores de gado de leite disponibilizando o maior número de informações possíveis, a Embrapa Gado de Leite agora aborda o ganho de peso ideal para uma fêmea leiteira até a cobertura. Confira!

Para a raça Holandês, recomenda-se a cobertura a partir dos 340 kg; para a raça Jersey, partir de 230 kg; e para as mestiças Holandês x Zebu, a partir de 330 kg, de peso vivo.

Além disso, o produtor deve estabelecer sua meta, ou seja, com que idade suas novilhas devem atingir esses pesos. A partir dessa definição, estima-se o ganho diário de peso durante a fase de recria, bem como a alimentação a ser fornecida para se atingir essa meta.

Caso o peso ideal das novilhas não seja atingido, o melhor a se fazer é atrasar a data do acasalamento, pois vacas pequenas ao parto sempre serão animais pequenos, especialmente, as boas de leite. Vacas de primeira lactação sempre têm o pior desempenho reprodutivo dentro do rebanho. A redução da idade ao parto permite reduzir o custo e/ou aumentar o ganho genético do rebanho.

Na época das chuvas, novilhas manejadas em boas pastagens (pastejo rotativo) atingem ganhos ótimos de 700g por dia. Na época seca do ano, deve-se buscar ganhos de 500g por dia em novilhas suplementadas com volumoso e concentrado.

A idade da novilha, ao primeiro parto, deve ser de 24 meses, independentemente da raça. E o fator mais importante do que o peso à cobertura é o peso da novilha na época do parto. Por exemplo: se o peso ao nascer estiver entre 30kg a 40kg; o peso aos 60 dias (desaleitamento), entre 60kg e 70kg (ganho médio diário de 500g); aos 6 meses, 150kg a 160kg; aos 12 meses, 240 kg a 250 kg; aos 15 meses, 300kg e 320 kg (ganho médio diário de 550g); aos 24 meses, estará entre 460kg e 480kg (ganho médio diário de 600g).

Essa simulação mostra que as novilhas da raça Holandês, para obter 550 kg ao parto, e as mestiças Holandês x Zebu, 500 kg, necessitam que o ganho médio diário, em certas fases, seja superior a 700g. Salienta-se que na época seca, devido à disponibilidade e ao custo maior com a alimentação, o ganho de peso é menor que o da época chuvosa.

Mastite – Saiba mais sobre a doença e suas variações

Uma das doenças que mais acometem os rebanhos produtores de leite no Brasil é a mastite. A enfermidade pode ser manifestar de três formas e causar grandes prejuízos para o produtor rural. Pensando nisso, a Embrapa Gado de Leite preparou um material que explica o que é a mastite e quais são as suas variações. Confira!

Mastite, ou mamite, é a inflamação da glândula mamária, desencadeada pela agressão da glândula por diferentes tipos de agentes, como micro-organismos, irritantes químicos e traumas físicos.

Na vaca leiteira, a mastite é quase sempre causada por bactérias que invadem o úbere, multiplicam-se, produzem toxinas e outras substâncias irritantes, que provocam a resposta inflamatória. É a doença mais comum e a que mais causa prejuízos aos rebanhos leiteiros.

A mastite se manifesta sob duas formas principais: clínica e subclínica.

A mastite clínica é de fácil identificação, porque há alterações no aspecto do leite (presença de coágulos, grumos, flocos, aspecto aguado, com ou sem presença de sangue ou pus), sinais de inflamação no úbere (inchado, vermelho ou dolorido) e sinais sistêmicos na vaca (desidratação, apatia, perda de apetite, febre, diminuição brusca na produção de leite).

Já na forma subclínica, a aparência do leite é normal e não existem sinais visíveis no úbere. Sabe-se que existe a mastite sub-clínica porque micro-organismos causadores da doença podem ser isolados do leite, e podem ser detectadas alterações inflamatórias. A mastite subclínica é mais comum. Em geral, para cada caso clínico, há de 20 a 40 casos subclínicos.

A doença pode curar-se espontaneamente, persistir no nível subclínico, ou evoluir para a forma clínica. Em virtude de sua natureza oculta, provoca as maiores perdas econômicas pela redução da produção e por interferir na qualidade do leite.

Ainda há uma terceira forma da doença, chamada de mastite crônica, que é uma forma de mastite de longa duração. Pode aparecer na forma clínica ou subclínica, com episódios clínicos intermitentes e repentinos. Nesses casos, ocorre o desenvolvimento de tecido fibroso na glândula mamária e alteração na forma e no tamanho do quarto mamário afetado. Há também perda de tecido produtor de leite, com redução na produção. Em alguns casos, o quarto mamário pode ficar afuncional (perdido).

Aprenda como fazer o manejo pré-parto

A Embrapa Gado de Leite respondeu umas das principais dúvidas dos criadores quando o assunto é cuidados que devem ser tomados com as vacas durante o período pré-parto.  Confira as dicas e aprenda como fazer!

Faltando 30 dias para o parto previsto das vacas, elas devem ser manejadas de forma mais cuidadosa, para garantir que tenham condições adequadas para um parto normal e um início de lactação sem enfermidades. Para tanto, as vacas devem ser separadas das outras vacas secas e alocadas em um piquete chamado maternidade.

A maternidade deve ser um local tranquilo, arejado e bem sombreado, com pouco movimento de máquinas, mas situado perto do curral ou da casa de um vaqueiro, para que as vacas possam ser observadas durante todo o dia, para facilitar eventuais assistências ao parto.

As vacas devem receber dieta própria para o período pré-parto, que deve consistir dos mesmos ingredientes usados para alimentar vacas em lactação. Ou seja, na maternidade, as vacas têm que ser adaptadas à dieta das em lactação, evitando o estresse de mudança de alimentação e prevenindo a ocorrência de doenças metabólicas.