Girolando teve maior produção de sêmen entre raças leiteiras

De acordo com o relatório divulgado no último mês de março pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), entre as raças leiteiras, a raça Girolando foi a que mais produziu sêmen em 2014. Com um crescimento de 106% a raça teve uma produção de 774.879 doses no ano passado.

Esse número representa um aumento de 398.789 doses em relação a 2013, que registrou uma produção de 376.090. De acordo com o relatório da Asbia, o material genético das raças leiteiras corresponde a 41% do total da produção de sêmen no país de um total de 13,6 milhões de doses.

O Gir Leiteiro ficou na segunda posição e com um crescimento de 29,42% passou de 486.117 doses em 2013 para 629.150 doses em 2014. Aumento na produção de mais de 140 mil doses nesse período.

Além das raças leiteiras, que obtiveram crescimento de 5,7%, o Relatório Anual Index da Asbia, que cobre aproximadamente 92% do mercado de sêmen no Brasil analisa a movimentação do produto das maiores empresas de inseminação artificial em bovinos com operação no país. O estudo apontou que o mercado de sêmen no Brasil cresceu 4,49% em 2014.

A matéria completa pode ser encontrada na edição de abril e maio do Jornal O Girolandista.

Foto: Acervo/Notícias da Pecuária

Confira o ganho de peso ideal de uma fêmea até a cobertura

Com o intuito de auxiliar os criadores de gado de leite disponibilizando o maior número de informações possíveis, a Embrapa Gado de Leite agora aborda o ganho de peso ideal para uma fêmea leiteira até a cobertura. Confira!

Para a raça Holandês, recomenda-se a cobertura a partir dos 340 kg; para a raça Jersey, partir de 230 kg; e para as mestiças Holandês x Zebu, a partir de 330 kg, de peso vivo.

Além disso, o produtor deve estabelecer sua meta, ou seja, com que idade suas novilhas devem atingir esses pesos. A partir dessa definição, estima-se o ganho diário de peso durante a fase de recria, bem como a alimentação a ser fornecida para se atingir essa meta.

Caso o peso ideal das novilhas não seja atingido, o melhor a se fazer é atrasar a data do acasalamento, pois vacas pequenas ao parto sempre serão animais pequenos, especialmente, as boas de leite. Vacas de primeira lactação sempre têm o pior desempenho reprodutivo dentro do rebanho. A redução da idade ao parto permite reduzir o custo e/ou aumentar o ganho genético do rebanho.

Na época das chuvas, novilhas manejadas em boas pastagens (pastejo rotativo) atingem ganhos ótimos de 700g por dia. Na época seca do ano, deve-se buscar ganhos de 500g por dia em novilhas suplementadas com volumoso e concentrado.

A idade da novilha, ao primeiro parto, deve ser de 24 meses, independentemente da raça. E o fator mais importante do que o peso à cobertura é o peso da novilha na época do parto. Por exemplo: se o peso ao nascer estiver entre 30kg a 40kg; o peso aos 60 dias (desaleitamento), entre 60kg e 70kg (ganho médio diário de 500g); aos 6 meses, 150kg a 160kg; aos 12 meses, 240 kg a 250 kg; aos 15 meses, 300kg e 320 kg (ganho médio diário de 550g); aos 24 meses, estará entre 460kg e 480kg (ganho médio diário de 600g).

Essa simulação mostra que as novilhas da raça Holandês, para obter 550 kg ao parto, e as mestiças Holandês x Zebu, 500 kg, necessitam que o ganho médio diário, em certas fases, seja superior a 700g. Salienta-se que na época seca, devido à disponibilidade e ao custo maior com a alimentação, o ganho de peso é menor que o da época chuvosa.

Mastite – Saiba mais sobre a doença e suas variações

Uma das doenças que mais acometem os rebanhos produtores de leite no Brasil é a mastite. A enfermidade pode ser manifestar de três formas e causar grandes prejuízos para o produtor rural. Pensando nisso, a Embrapa Gado de Leite preparou um material que explica o que é a mastite e quais são as suas variações. Confira!

Mastite, ou mamite, é a inflamação da glândula mamária, desencadeada pela agressão da glândula por diferentes tipos de agentes, como micro-organismos, irritantes químicos e traumas físicos.

Na vaca leiteira, a mastite é quase sempre causada por bactérias que invadem o úbere, multiplicam-se, produzem toxinas e outras substâncias irritantes, que provocam a resposta inflamatória. É a doença mais comum e a que mais causa prejuízos aos rebanhos leiteiros.

A mastite se manifesta sob duas formas principais: clínica e subclínica.

A mastite clínica é de fácil identificação, porque há alterações no aspecto do leite (presença de coágulos, grumos, flocos, aspecto aguado, com ou sem presença de sangue ou pus), sinais de inflamação no úbere (inchado, vermelho ou dolorido) e sinais sistêmicos na vaca (desidratação, apatia, perda de apetite, febre, diminuição brusca na produção de leite).

Já na forma subclínica, a aparência do leite é normal e não existem sinais visíveis no úbere. Sabe-se que existe a mastite sub-clínica porque micro-organismos causadores da doença podem ser isolados do leite, e podem ser detectadas alterações inflamatórias. A mastite subclínica é mais comum. Em geral, para cada caso clínico, há de 20 a 40 casos subclínicos.

A doença pode curar-se espontaneamente, persistir no nível subclínico, ou evoluir para a forma clínica. Em virtude de sua natureza oculta, provoca as maiores perdas econômicas pela redução da produção e por interferir na qualidade do leite.

Ainda há uma terceira forma da doença, chamada de mastite crônica, que é uma forma de mastite de longa duração. Pode aparecer na forma clínica ou subclínica, com episódios clínicos intermitentes e repentinos. Nesses casos, ocorre o desenvolvimento de tecido fibroso na glândula mamária e alteração na forma e no tamanho do quarto mamário afetado. Há também perda de tecido produtor de leite, com redução na produção. Em alguns casos, o quarto mamário pode ficar afuncional (perdido).

Aprenda como fazer o manejo pré-parto

A Embrapa Gado de Leite respondeu umas das principais dúvidas dos criadores quando o assunto é cuidados que devem ser tomados com as vacas durante o período pré-parto.  Confira as dicas e aprenda como fazer!

Faltando 30 dias para o parto previsto das vacas, elas devem ser manejadas de forma mais cuidadosa, para garantir que tenham condições adequadas para um parto normal e um início de lactação sem enfermidades. Para tanto, as vacas devem ser separadas das outras vacas secas e alocadas em um piquete chamado maternidade.

A maternidade deve ser um local tranquilo, arejado e bem sombreado, com pouco movimento de máquinas, mas situado perto do curral ou da casa de um vaqueiro, para que as vacas possam ser observadas durante todo o dia, para facilitar eventuais assistências ao parto.

As vacas devem receber dieta própria para o período pré-parto, que deve consistir dos mesmos ingredientes usados para alimentar vacas em lactação. Ou seja, na maternidade, as vacas têm que ser adaptadas à dieta das em lactação, evitando o estresse de mudança de alimentação e prevenindo a ocorrência de doenças metabólicas.

Projeto busca melhoria da qualidade e competitividade do leite

Foi apresentado na última terça-feira (12) para a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu, o Projeto de Melhoria da Competitividade do Setor Lácteo Brasileiro. O projeto tem como pilares assistência técnica, sanidade animal e linhas de créditos específicas para a modernização do segmento.

O projeto é fruto de dois meses de discussões entre representantes da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), da Secretaria de Defesa Animal (SDA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora) e da Associação Viva Lácteos.

Os estados prioritários para este projeto serão o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás, maiores produtores de leite do país. No entanto, o projeto poderá ser ampliado para os outros estados brasileiros.

As medidas do projeto visam alinhar as políticas públicas do Ministério da Agricultura para o setor, buscando qualificar a produção nacional com o intuito de aumentar a competitividade em relação ao mercado internacional. Para isso, a otimização de custos no setor, a qualidade e a promoção do consumo de leite no Brasil também serão abordadas.

Autor: Vicenzzo Vicchiatti, com informações do Mapa
Foto: Acervo/Gir-Leiteiro

Febre do leite – Saiba mais sobre a doença

Muitos produtores rurais acabam lidando com várias doenças que acometem o seu rebanho, no entanto, a grande dificuldade é identificar e realizar um diagnóstico da doença em questão para dar início ao tratamento do animal de forma rápida e eficaz.

Pensando nisso, a Embrapa Gado de Leite traz para você produtor rural, um pouco mais de informação sobre a febre do leite, doença comum nos rebanhos leiteiros. Confira!

A febre do leite, ou tetania de lactação, é uma doença metabólica que ocorre na primeira semana pós-parto, principalmente em animais de alta produção. A enfermidade se caracteriza pela elevação da temperatura, tremores, e prostração dos animais, que ficam deitados.

Com o início da lactação, a demanda por cálcio aumenta consideravelmente, ocorrendo queda no nível desse mineral no sangue. Para reduzir a incidência da doença, recomenda-se evitar o excesso de cálcio na dieta das vacas durante o período pré-parto, quando as necessidades são pequenas, aplicação de vitamina D no periparto, e, principalmente, fornecimento de dieta aniônica (sal aniônico).

O tratamento dos animais doentes, com aplicação de cálcio endovenoso (na veia), é a medida recomendada, devendo ser realizada sob a orientação de um médico veterinário.

 

Autor: Vicenzzo Vicchiatti, com informações da Embrapa Gado de Leite
Foto: Acervo Notícias da Pecuária

Leilão Virtual da Genética Aditiva fatura mais de R$ 460 mil

Aconteceu na última segunda-feira (4), o 12º Leilão Virtual Genética Aditiva Gir Leiteiro e Girolando. O remate vendeu 99 animais obtendo faturamento de R$ 468.960,00, com média de R$ 4.736,97. Os compradores tiveram o pagamento dos bois arrematados fixados em até 24 parcelas.

O leilão foi organizado para oferecer quatro tipos de produtos: fêmeas doadoras Gir Leiteiro, touros Gir Leiteiro, fêmeas Girolando prenhas e a primeira geração F1 da Genética Aditiva, com filhas do Planet, touro Holandês de destaque mundial em sua avaliação genética para produção de leite e pai de vários touros holandeses de Central. A primeira geração F1 da Genética Aditiva foi comercializada por R$ 6.720,00 cada lote.

Entre os investidores que prestigiaram o evento, quem se destacou foi o pecuarista Manoel Lobato de Parintins (AM). O criador arrematou 15 lotes, sendo 13 fêmeas F1, filhas do touro Planet.

Autor: Vicenzzo Vicchiatti, com informações da Assessoria.
Foto: Divulgação

Saiba quantos litros de leite devem ser dados aos bezerros

Sempre com o intuito de auxiliar os produtores de leite, a Embrapa Gado de Leite respondeu duas dúvidas frequentes dos criadores no que se diz respeito ao futuro dos seus rebanhos, os bezerros. As respostas são sobre a quantidade de leite que um bezerro deve receber e também sobre qual é a temperatura deste leite que será fornecido.

Confira!

A quantidade de leite a ser fornecida ao bezerro depende do ganho de peso desejado. Em sistemas convencionais, nos quais a produção de leite é a atividade principal, podem-se criar bezerros com 4 litros de leite por dia, até os 56 dias de vida, o que totaliza 224 litros de leite por bezerro.

Nesse caso, o fornecimento de concentrado de boa qualidade, peletizado de preferência, a partir de 10 a 14 dias de idade, é essencial para o desenvolvimento do bezerro, que deve ter um ganho médio diário de 500g por dia, obtendo peso vivo de 60 kg a 70 kg, aos 56 dias.

Alguns técnicos preconizam o fornecimento de 6 litros, ou mais, de leite por dia aos bezerros, com o argumento de que assim eles têm melhor desenvolvimento. Isso é verdade. Porém, na tecnologia do desmame precoce, é fundamental fornecer apenas 4 litros de leite por dia, pois isso força o bezerro a ingerir o concentrado, possibilitando assim o desenvolvimento do rúmen e o desmame precoce.

Sobre a temperatura ideal do leite a ser fornecido aos bezerros, recomendasse 37º C. No entanto, o mais importante, porém, é fornecê-lo sempre no mesmo horário e na mesma temperatura. Como há possibilidade de armazenar o leite sob resfriamento, recomenda-se fornecer o leite da ordenha da tarde do dia anterior para os bezerros.

Leilão Virtual Genética Aditiva acontece em maio

Acontece no dia 4 de maio, a partir das 20h (horário de Brasília), o Leilão Virtual Genética Aditiva Leite – Gir Leiteiro e Girolando que irá ofertar 120 animais divididos em 73 lotes. O remate faz parte da programação da 77ª edição da Expogrande, maior feira agropecuária de Mato Grosso do Sul que acontece em Campo Grande.

Os animais arrematados poderão ser pagos em até 24 vezes (2+2+2+2+2+14). Quem faz a transmissão do remate é o AgroCanal.

Entre os lotes ofertados estão os animais REMG251, REM4, REMG366, REMG 398 e vários outros.

Confira o vídeo dos animais que serão leiloados clicando aqui!

Saiba como aumentar o número de vacas prenhes no rebanho

A Embrapa Gado de Leite, sempre visando sanar as dúvidas dos produtores rurais elencou alguns pontos que podem auxiliar o criador a aumentar o número de vacas prenhes no rebanho. Além disso, o órgão também mostra quantos desses animais devem estar em lactação.

Para atingir o objetivo de aumentar o número de vacas prenhes no rebanho, alguns pontos são indispensáveis:

  • A vaca deve parir em boa condição corporal, nem magra e nem muito gorda.
  • Após o parto, deve-se oferecer condições de alimentação e de manejo adequadas para que as vacas apresentem cio o mais rapidamente possível (boa alimentação nos períodos pré e pós-parto).
  • Deve-se obter boa taxa de concepção (inseminação correta e touro fértil).
  • O rebanho precisa ser mantido livre de doenças que provoquem aborto.
  • Deve-se evitar qualquer manejo que provoque estresse nos animais, especialmente nas vacas em reprodução.

Já para saber quantas vacas do rebanho devem estar em lactação, deve-se considerar apenas o número total de vacas do rebanho, o ideal é que 83% das vacas estejam em lactação, o que significa intervalo de partos de 12 meses e duração de lactação de 10 meses. Entretanto, em relação ao total de animais da propriedade, de 40% a 45% deve ser de vacas em lactação.

Leilão Girolando Top Leite MS acontece durante a Expogrande

Acontece no dia 30 de abril, às 19h, no Tatersal de Elite da Acrissul, durante a 77ª edição da Expogrande, o Leilão Girolando Top Leite MS. O remate que irá ofertar vacas e novilhas prenhas ou em lactação, bezerras de FIV e Touros, será transmitido pelo Agrocanal.

O leilão será realizado pelo Núcleo dos Criadores Girolando de Mato Grosso do Sul e contará com 60 lotes que poderão ser parcelados em até 30 vezes.

Para mais informações sobre o Leilão basta ligar em um dos telefones: (67) 3342-9287 / (67) 8152-1488 ou (67) 9912-2077.

Como repor as de fêmeas no rebanho de maneira eficiente

Os produtores rurais têm várias dúvidas a respeito de como manter um rebanho produtivo, sendo em número de animais, de como fazer para que os mesmos produzam mais e várias outras perguntas. A Embrapa Gado de Leite resolveu mostrar para o criador qual é a melhor estratégia para realizar a reposição das fêmeas em um rebanho.

A taxa de reposição de fêmeas no rebanho deve ser igual ou superior a 25% ao ano. A melhor estratégia é elevar ao máximo a taxa de parição do rebanho e reduzir a taxa de mortalidade de bezerros. Quanto maior o número de nascimentos, maior será o número de novilhas disponíveis e maior será a possibilidade de selecionar os melhores animais.

Se a taxa de natalidade é de 80% e assumindo que em média nascem 50% de fêmeas, têm-se 40% de fêmeas. Considerando-se a taxa média de 5% de mortalidade, sobram 38% de fêmeas para reposição. Dessa forma, teoricamente, a taxa de reposição poderia ser de 38%. Isso indica que usando 25% de reposição de vacas, saem do rebanho 100 vacas, 25 para descarte, e as vacas não precisam ficar por mais que quatro lactações.

Assumindo-se que se faça inseminação artificial no rebanho e seleção de touros melhoradores (ganho genético positivo para leite), as filhas serão melhores que as mães. De maneira que se a reprodução é boa, sobram todos os machos e parte das novilhas para serem vendidas. Outra estratégia é vender vacas de segunda lactação para melhorar a rentabilidade da atividade leiteira.

Vaca fatura seis premiações da raça Gir Leiteiro na Expass

A novilha Valeska Fiv foi o grande destaque da 13ª exposição especializada da raça Gir Leiteiro que aconteceu entre os dias 13 e 19 de março, durante a 52ª edição da Expass, em Passos (MG).

O animal conquistou seis troféus, sendo três deles no torneio leiteiro e três na pista. Confira as premiações:

  • Campeã Fêmea Jovem – Torneio Leiteiro
  • Melhor Úbere Jovem – Torneio Leiteiro
  • Grande Campeã – Torneio Leiteiro
  • Campeã Fêmea Jovem
  • Melhor Úbere Jovem
  • Grande Campeã da Raça

No torneio leiteiro, a vaca teve uma produção média de 48,520 kg de leite. Valeksa FIV é filha do Fardo Fiv F. Mutum e da Fécula F. Mutum.

Veja as razões para o emagrecimento das vacas pós-parto

Umas das coisas que mais preocupa o produtor rural em relação ao seu rebanho é o emagrecimento das vacas logo após o parto. Muitos não sabem o que causa esse emagrecimento ou alternativas para fazer com que a perda de peso seja a menor possível. Pensando nisso, a Embrapa Gado de Leite elaborou uma resposta com todas as possíveis causas para esse fato.

Exceto por razões de doença, é normal que as vacas percam peso durante as primeiras semanas de lactação, principalmente as de alta produção.

Essa perda de peso é consequência da alta demanda por nutrientes para a produção de leite no momento em que o consumo voluntário de matéria seca da vaca ainda é baixo. No início da lactação (1 a 100 dias – fase 1), a quantidade de concentrado é maior justamente para aumentar a densidade energética da dieta.

Há que se evitar perdas anormais de prolongadas de peso, o que pode ser conseguido melhorando-se a concentração e balanceamento dos nutrientes (principalmente energia), na dieta, e estimulando-se o consumo.

Se o produtor estiver fornecendo a dieta completa (concentrado + volumoso), deve-se balancear a dieta com relação à energia, proteína, minerais e tamponantes (bicarbonato de sódio, 60%, + óxido de magnésio, 40%), na base de 1% de matéria seca (MS) da dieta ou 1,5% a 2% no concentrado. Isso permitirá o fornecimento de 150 a 200 g/dia de tamponante por vaca, para evitar a acidose ruminal, doença causada pelo baixo valor de pH no líquido ruminal, o que usualmente ocorre por excesso de concentrado e pouco volumoso ou pouca fibra em detergente neutro (FDN) na dieta das vacas.

5º Simpósio Internacional Leite Integral acontece em Curitiba (PR)

Acontece em Curitiba (PR), entre os dias 7 e 10 de abril, o 5º Simpósio Internacional Leite Integral, evento que este ano tem como tema o período de transição das vacas. O tema foi decidido baseado na opinião dos participantes do simpósio nos anos anteriores.

O evento irá reunir os maiores especialistas da área que irão ministrar palestras e cursos para os participantes. Além disso, mesas redondas sobre o tema e visitas técnicas também serão atrações do simpósio.

O período de transição é definido como o espaço de tempo compreendido entre as 3 semanas pré-parto e as 3 semanas pós-parto. Pelo fato desse período ser uma fase crítica e determinante para a saúde da vaca e seu retorno econômico durante toda a lactação, a organização do evento pensou em proporcionar atividades que irão explicar desde as alterações hormonais, metabólicas, fisiológicas e anatômicas até alternativas para amenizar as consequências negativas das alterações que as vacas sofrem durante esse período.

Para obter mais informações e se inscrever no 5º Simpósio Internacional Leite Integral, basta acessar o site www.simposioleiteintregral.com.br.