Resultado econômico da atividade leiteira será melhor este ano

A Scot Consultoria divulgou o boletim “Carta Leite”, no qual revela que a atividade leiteira está mais rentável em 2013. A quebra da safra norte-americana, causada pela estiagem no ano passado, elevou os preços do milho e dos produtos do complexo soja (grão, farelo e óleo) no mercado internacional e brasileiro, diminuindo o poder de compra do pecuarista.

Entre junho e agosto de 2012, o preço do milho subira 38,7%.

O farelo de soja mais do que dobrou de preço. A alta foi de 106,9% de janeiro a setembro do ano passado . Para uma comparação, o preço do leite ao produtor subiu 2,8% em 2012.

O produtor sentiu no bolso a alta dos custos e reduziu os investimentos na atividade.

Segundo o Índice Scot Consultoria para o Custo de Pecuária Leiteira, em 2012 o custo de produção subiu 11,8%

 

Recuperação da margem

O mercado está favorável à pecuária leiteira em 2013. A expectativa é de que haja recuperação das margens do produtor, tanto pela alta do preço do leite, como pelos custos de produção menores, em especial com os alimentos concentrados.

A safra recorde de grãos no Brasil em 2012/2013 e a expectativa de uma boa produção nos Estados Unidos (2013/2014) têm pressionado as cotações para baixo, em particular a do milho.

O milho está 22,4% mais barato em relação ao início do ano. O pecuarista está pagando 20,9% menos pelo grão em relação ao mesmo período do ano passado.

No caso do farelo de soja, a queda é de 9,1% desde janeiro. O alimento está 22,6% mais barato na comparação com setembro de 2012.

O alimento mais barato e o preço maior do leite ao produtor resultou em investimentos na alimentação, cuja resposta é rápida na produção.

A consequência é que a produção vem aumentando desde julho, no Sul do país e em outras importantes bacias leiteiras como Minas Gerais, São Paulo e Goiás.

Custo de produção

 

O custo de produção da pecuária de leite caiu em 2013.

A queda do preço dos grãos compensou, em parte, a alta do salário mínimo e a alta dos preços dos combustíveis.

O preço do leite ao produtor subiu 19,8%, considerando a média brasileira. Os valores atuais já são os maiores historicamente, considerando os preços deflacionados.

Com isso, o resultado econômico da atividade deverá ser melhor este ano, em relação a 2012.

A expectativa é de que os investimentos, cujos resultados são esperados em médio e longo prazos, como investimentos em equipamentos, genética e programas sanitários, fiquem para 2014, após o produtor colocar a casa em ordem.

Cai o número de produtores de leite do país, diz pesquisa

Foi divulgado esta semana, o resultado de uma pesquisa encomendada pela Associação Leite Brasil e por uma empresa de consultoria. De acordo com a pesquisa, o aumento do custo da mão de obra e do valor da terra no Brasil, principalmente a partir de 2006, fez o número de produtores de leite recuar de forma expressiva nos últimos anos.

O número total de produtores saiu de 930 mil, de acordo com dados de IBGE, em 2005-2006 para 415 mil atualmente.

De acordo com Ronan Salgueiro, presidente da Câmara Setorial do Leite de Mato Grosso do Sul, outro motivo, o qual a pesquisa não citou, é que o aumento do custo de produção ao pecuarista desestimula a atividade. “Apesar do preço pago ao produtor ter aumento nos últimos meses, os nossos custos também aumentaram, assim como a mão de obra, desta forma, permanecer na atividade é inviável”, revela.

Já nas indústrias do estado de Mato Grosso do Sul, de acordo com o Sindicato do setor, a redução de leite entregue para processamento foi de 40% nos últimos meses.

A pesquisa obteve informações de laticínios do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. Segundo os autores, essas regiões têm o preço de terra em média mais elevado e podem ter tido uma redução maior do número de produtores do que Norte e Nordeste, regiões que representam 18% da produção de leite brasileiro.

Concurso Leiteiro bate dois recordes em Uberlândia

Durante o Concurso Leiteiro da 6ª Exposição Especializada do Gir Leiteiro de Uberlândia (MG) 2 vacas bateram seus próprios recordes.

De acordo com a ABCGIL, uma na Categoria Vaca Jovem – Acima de 36 até 48 meses do Expositor José Coelho Vitor com a vaca JIBA FIV DE BRASILIA – RRP 6875 – com média de 55,947. Sendo o recorde anterior a média de 53,233, que foi obtido durante a 7ª Exposição Estadual Mineira do Gir Leiteiro de Sete Lagoas.

O outro recorde foi na Categoria Vaca Adulta – Acima de 48 meses do Expositor Estância Leiteira Pedra Fundamental com a vaca PALAS TE DO GAVIAO – GAV 675, com média de 64,283. Sendo o recorde anterior também obtido durante a 7ª Exposição Estadual Mineira do Gir Leiteiro de Sete Lagoas a média de 53,233.

 

Leia esta e outras reportagens em nosso site: www.noticiasdapecuaria.com.br

V Leilão Terra do Gir Leiteiro e Girolando

A quinta edição do Leilão Terra do Gir Leiteiro traz uma grande novidade. A Terra do Gir Leiteiro, neste ano, também é a Terra do Girolando. Os promotores do evento: Estância Milagre, Fazenda Aprazível, Xapetuba Agropecuária, Fazenda Genipapo, Tropical Genética e convidados disponibilizarão, às 20h do dia 06 de setembro, sexta-feira, 30 lotes Gir Leiteiro e Girolando de alto valor genético, no Parque de Exposições de Uberlândia – MG.

De acordo com Milton Neto, diretor da Tropical Genética “o Terra do Gir Leiteiro é um leilão tradicional dentro da Exposição Agropecuária de Uberlândia. Os promotores do leilão são criadores reconhecidos pelo relevante trabalho de melhoramento genético das raças Gir Leiteiro e Girolando. Junto aos nossos convidados, disponibilizaremos ao mercado animais de genética superior, prontos para brilhar nas pistas e nos baldes”, declara o criador.

O leilão é organizado pela Programa Leilões e será transmitido ao vivo pelo canal Terraviva.

O catálogo do remate pode ser acessado no site da programa leilões.

Inscrições para o Interleite Brasil terminam amanhã

A 13ª edição do Interleite Brasil reunirá na próxima semana, dias 11 e 12 de setembro – no Center Convention, em Uberlândia – profissionais, técnicos, extensionistas e estudantes de todo País. Eles participarão de palestras e eventos paralelos com o objetivo de discutir e aprimorar o gerenciamento das propriedades leiteiras como negócio, o que é um dos principais desafios do setor.

Um dos destaques do Interleite Brasil 2013 será a apresentação de uma pesquisa inédita realizada pelo MilkPoint em parceria com a Associação Leite Brasil referente a um censo do número de produtores de leite no país, bem como a produção de leite total e cada faixa produtiva.

Nos dois dias do evento, serão realizadas 14 palestras com grandes nomes nacionais e internacionais do setor leiteiro, que tratarão das tendências de mercado, gerenciamento da atividade, custos de produção e resultados econômicos, contratos, planejamento estratégico, recursos humanos e tecnologia. Entre os palestrantes internacionais está confirmada a presença de um dos principais especialistas do mercado mundial de leite, o francês Benoit Rouyer, que abordará as ‘Mudanças estruturais na produção de leite mundial e a competitividade entre os países’. O professor da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, Victor Cabrera, apresentará a palestra “Planilhas de apoio à tomada de decisão”.

Entre os palestrantes nacionais, o zootecnista Christiano Nascif, do programa Educampo/Sebrae-MG, destacará em sua palestra os ‘Fatores que afetam a lucratividade do negócio de produção de leite no Brasil’, enquanto o ex-Chefe Geral da Embrapa Gado de Leite, Bernard Woodcock, da consultoria neozelandesa CQONZ, apresentará a palestra ‘Gestão da qualidade do leite’. O economista, professor e pesquisador, Paulo do Carmo Martins, tratará do tema ‘Índices financeiros empresariais aplicados a fazendas de leite’. O planejamento estratégico será o tema do professor titular em Bovinocultura de Leite pela Universidade de São Paulo e pós doutor em Bioquímica do Rúmen pela Michigan State University, Paulo Machado, na palestra ‘Planejamento estratégico anual como ferramenta de gestão do negócio’.

I Simpósio de Qualidade do Leite acontece nesta semana em São Paulo

O I Simpósio de Qualidade do Leite, será realizado nos dias 06, 07 e 08 de Setembro de 2013, no Centro de Convenções da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – Unesp – Câmpus de Jaboticabal.

O evento tem por objetivo ampliar os conhecimentos na área da qualidade do leite, tendo em vista a importância que tal assunto possui atualmente. Serão abordados temas da cadeia produtiva leiteira, como bem-estar animal na produção, pagamento por qualidade, qualidade do leite em toda cadeia produtiva e a importância na produção de derivados, cadeia de frio do leite, legislações relacionadas com a melhoria do leite brasileiro, controle e prevenção da mastite, aflatoxina em saúde pública e rastreabilidade do leite no mundo.

As palestras serão ministradas por pesquisadores e profissionais renomeados na área, e durante os intervalos haverá “Milk-breaks” para os participantes apreciarem os produtos lácteos proporcionados pela Mococa, Laticínio Serra Dourada, Laticínio Letti e Queijos Cruzília. Contará, ainda, com uma palestra internacional ministrada pelo Fokko Tolsma, holandês responsável pelo setor leiteiro da CRV-Lagoa, sobre sanidade de cascos, ambiência e bem-estar.

Participam desse evento como patrocinadores e colaboradores as empresas: Vencofarma (Farmacêutica veterinária), Mococa (Laticínio), Laticínio Serra Dourada, Letti (Laticínio da Fazenda Agrindus), Auster (Nutrição animal), Biogénesis-Bagó (Farmacêutica veterinária), CRV-Lagoa (Genética e reprodução animal), Queijos Cruzília (Laticínio), Agromac (Agropecuária), Real H (Nutrição e Homeopatia Veterinária), Merial (Farmacêutica veterinária), Verus Madasa (Biotecnologia), Revista Leite Integral (mídia impressa), MilkPoint (mídia digital), Scot Consultoria (Consultoria agropecuária) e Grupo ETCO (do Prof. Dr. Mateus José Rodrigues Paranhos da Costa, pesquisador conceituado internacionalmente no tema bem-estar animal), além dos estabelecimentos do Município de Jaboticabal como Nutrivida Agropecuária, Hotel Municipal, Hotel Recreio, Restaurante Aeroporto, Restaurante Mamma Mia e Choperia Ponteio.

 

A programação do evento pode ser conferida no site: www.sqleite.com.br

 

 

Preço do leite ao produtor é o maior em seis anos

O preço do leite pago ao produtor subiu pelo sétimo mês consecutivo, alcançando, em agosto, o maior patamar dos últimos seis anos em termos reais (descontando a inflação do período). No entanto, diferente dos meses anteriores, a maioria dos agentes de mercado consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, indicam estabilidade nas cotações para setembro.

As elevações nos preços do leite ao produtor nos últimos meses estavam sendo sustentadas pelo consumo aquecido da população que, mesmo com a valorização dos derivados lácteos nas gôndolas dos supermercados, não deixava de adquirir esses produtos. Agora, os preços dos derivados tendem a se estabilizar, principalmente os do leite UHT, já que o consumo pode não se sustentar.  Além disso, o movimento de recuperação da produção de leite segue firme, ainda que este seja período de entressafra.

Em agosto, o preço bruto do leite pago ao produtor (que inclui frete e impostos) calculado pelo Cepea atingiu R$ 1,0861/litro – média ponderada pelo volume captado em julho nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Em relação ao mês anterior, a média registrou alta de 3% (ou de 3,2 centavos/litro) e, frente a agosto/12, o aumento, em termos reais, é de expressivos 20%. O preço líquido chegou a R$ 1,0143/litro, elevação de 3,5% (ou de 3,5 centavos/litro) em relação a julho/13.

Simultaneamente, a produção de leite aumentou em praticamente todos os estados da pesquisa, subindo, em média, 4,05% em julho, segundo o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite). O frio intenso registrado em julho, principalmente no Sul do País, “esfriou” a produção da região, que avançou 5,3% frente aos 10,5% verificados no mês anterior. Porém, diferente do que normalmente ocorre em julho nos estados de SP, MG, GO e BA, a captação aumentou novamente. O maior poder de compra do produtor frente à alimentação concentrada e a boa qualidade da silagem colhida no início do ano são alguns dos motivos para o bom desempenho desta “entressafra”.

Para setembro, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea, como já citado anteriormente, é de estabilidade nos preços. Entre os compradores entrevistados, 66,7%, que representam 73,1% do leite amostrado, acreditam que os preços continuarão no mesmo patamar de agosto e 31,2% (que representam 26,4% do volume captado) indicam que haverá nova alta. Pouquíssimos agentes (2,2%) esperam redução de preços em setembro (representam 0,4% do volume).

Preço pago ao produtor

 

Em agosto, o preço bruto pago ao produtor de Goiás subiu 1,9% (2,2 centavos/litro), atingindo R$ 1,1504/litro e figurando como o maior preço dentre todos os estados da pesquisa. Minas Gerais registrou o segundo maior preço, com o litro a R$ 1,1168/litro, acréscimo de 4,2% (ou 4,5 centavos/litro) em relação ao mês anterior; em São Paulo, o reajuste foi de 1,8% (1,9 centavos), com o litro alcançando R$ 1,0964.

Em Santa Catarina, a alta no preço foi de 3,4% (3,5 centavos/litro), chegando a R$ 1,0679/litro em agosto. No Paraná, o valor subiu 4% (4 centavos/litro) e a média passou para R$ 1,0585/litro. A Bahia apresentou média de R$ 1,0201/litro, um aumento de 2,1% em relação ao mês anterior (2 centavos/litro) e a média do Rio Grande do Sul alcançou R$ 1,0080/litro, alta de 4,2% (ou 4,1 centavos/litro).

Quanto aos estados que não compõem a “média Brasil” do Cepea, os preços apresentaram comportamentos semelhantes. O maior patamar foi verificado no Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,1339, aumento de 2,1% (ou de 2,3 centavos/litro). Na sequência, esteve o Espírito Santo, com média estadual de R$ 1,0805/litro e alta de 3,2% (3,3 centavos/litro). No Ceará, os valores também aumentaram, com variação de 1,2% (1,2 centavo/litro) e média de R$ 1,0111/litro. Em Mato Grosso do Sul, o valor pago ao produtor seguiu praticamente estável, com ligeira elevação de 0,9% (ou 0,8 centavo/litro), com o litro a R$ 0,9685.

Embrapa Gado de Leite participará de evento em Curitiba

O plantio de árvores em áreas de pastagem e a produção pecuária de leite será um dos temas abordados pelo pesquisador Carlos Renato Tavares de Castro, da Embrapa Gado de Leite, durante o 1º Simpósio Internacional de Arborização de Pastagens em Regiões Subtropicais.

O evento será realizado de oito a dez de outubro, em Curitiba (PR), com o objetivo de debater sobre recuperação de áreas degradadas, plantio de florestas com fins comerciais e integração lavoura-pecuária-floresta.

Carlos explica que a arborização protege o solo contra a erosão e aumenta a taxa de infiltração de água, promovendo melhorias das características físicas e químicas do solo. A copa das árvores, quando manejada corretamente, protege a pastagem das fortes geadas, recorrentes nas regiões subtropicais, e também proporcionam maior conforto térmico para os animais em pastejo, melhorando o seu desempenho produtivo e seu desempenho reprodutivo.

O componente arbóreo pode ser relacionado ao crédito de carbono, gerando oportunidade de pagamento por serviços ambientais. Além disso, o produtor pode ter uma renda adicional com a comercialização de madeira, contribuindo para reduzir a sazonalidade da demanda por mão-de-obra no campo e, consequentemente, otimizando os fatores econômico-sociais da atividade rural.
Sobre o SIAP

O 1º Simpósio Internacional de Arborização de Pastagens em Regiões Subtropicais é promovido pela Embrapa Florestas, em parceria como Governo do Paraná e a Emater. Será realizado de oito a dez de outubro, em Curitiba (PR), com o objetivo de debater sobre recuperação de áreas degradadas, plantio de florestas com fins comerciais e integração lavoura-pecuária-floresta. O evento é voltado a pesquisadores, professores, extensionistas, profissionais e estudantes das áreas pecuária e florestal. Outras informações e inscrições pelo site www.siap2013.com.br.

Informações Assessoria de Imprensa Embrapa Gado de Leite

 

Divulgado resultado parcial do Concurso Leiteiro Natural

Foi divulgou o resultado parcial do Concurso Leiteiro Natural, iniciado no dia 27 de julho, na Estância Orestes Prata Tibery Júnior, em Uberaba/MG. Até o momento, na categoria Vaca Adulta (Gir PO), a matriz Xixa FIV JMMA, do expositor José Mario Miranda Abdo, lidera com produção leiteira total de 43,68 quilos, em três ordenhas realizadas.

Já na categoria Vaca Jovem (Gir PO) o destaque é a matriz Charisma Cal, do expositor Gabriel Donato de Andrade/Filhos com produção total de 33,64 quilos nas três ordenhas. Na categoria Fêmea Jovem (Gir PO) a matriz Discreta FIV CAL, do expositor Alvaro Furtado de Andrade, é o destaque com produção total de 19,96 quilos produzidos. Já na categoria Vaca Adulta (Guzerá PO) o destaque é para Huri FIV B. Lembrança, do expositor Marcelo Garcia Lack/outros condomínios, com 23,48 quilos produzidos em três ordenhas.

Sobre o concurso

O concurso conta com a participação de 14 matrizes, sendo 12 da raça gir e 2 da raça guzerá, de seis diferentes criatórios.

O período de adaptação foi encerrado no dia 11 de agosto e a prova iniciada no dia 12 com a realização de duas ordenhas diárias. Com pasto e suplementação ajustada à produção diária, o Concurso Leiteiro Natural tem como objetivo mostrar todo o potencial das raças zebuínas dentro do sistema de pasto. O resultado final do Concurso Leiteiro Natural será divulgado no dia 22 de agosto, durante a 6ª ExpoGenética, no Parque Fernando Costa.

Esse é o ano do leite, afirma presidente da FAEG

“Debater a atividade leiteira é muito importante para o desenvolvimento da cadeia”, afirma o presidente do Sistema FAEG/SENAR, José Mário Schreiner, durante a abertura da sétima rodada do 4º Goiás Leite, no Grêmio Recreativo Lafarge, em Cocalzinho de Goiás. Eleito como o ano do leite pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), 2013 está sendo marcado por uma série de ações para o setor. “Por isso temos a necessidade de investimento em informação e capacitação da cadeia leiteira.”

De acordo com a Assessoria de Comunicação da FAEG/SENAR,José Mário explica que, além dos cursos e treinamentos oferecidos para área pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR Goiás), a entidade tem dado atenção especial aos programas Balde Cheio e Leite Legal. “Temos alcançado resultados surpreendentes. Isso nos prova que com orientação e assistência técnica nossos produtores de leite, sobretudo os pequenos, conseguem produzir mais, com mais qualidade, gerando renda suficiente para manter suas famílias no campo”, disse.

É com esse foco que o instrutor do SENAR Goiás e técnico do programa Balde Cheio, Carlos Eduardo Freitas, debateu sobre o Programa Balde Cheio Como Ferramenta de Gestão do Produtor. Ele explicou o funcionamento do programa realizado pelo Sistema Faeg/Senar com visitas de produtores às unidades demonstrativas e visitas do técnico responsável às propriedades. Abordou temas relacionados à gestão da propriedade. Apresentou algumas ferramentas do programa utilizadas e que são disponibilizadas pela pesquisa para serem aplicadas na assistência técnica aos participantes.
Outro tema de grande importância para os produtores é a Gestão da Propriedade Leiteira, que foi discutido pela pesquisadora da Embrapa Gado de Leite, Rosângela Zoccal. Ela alerta sobre a importância da pastagem na atividade leiteira. “Para ser um bom produtor de leite é preciso ser um bom agricultor. O leite vem do pasto. O que a vaca come é o que ela vai produzir”, ressaltou.

Rosângela ainda falou da importância da palestra na divulgação das pesquisas da Embrapa e como é importante estar junto dos produtores, conversando e sabendo quais os principais problemas enfrentados pela atividade, mas afirmou que produzir melhor depende, primeiramente, da vontade do produtor.

Para a pesquisadora, a atividade leiteira é cheia de detalhes e os produtores precisam anotar e acompanhar todos os indicadores zootécnicos e econômicos. Ela citou alguns, tais como o que se gasta com a saúde e alimentação do rebanho, números de vacas em lactação, intervalo entre partos, o que se recebe, além do custeio, remuneração, depreciação, custo de oportunidade, entre outros. A palestrante apresentou exemplo de valores perdidos pelo produtor com base na diferença entre o intervalo de partos de vacas de 12 e 18 meses. “Apenas esse índice demonstra que em alguns casos o produtor está pagando diária de hotel fazenda para a sua vaca, ao contrário de usá-la como produtora de leite e bezerros”, exemplifica.

Concurso Leiteiro Natural terá início no dia 12 de agosto

As 14 matrizes participantes (12 da raça gir e 2 da raça guzerá), de seis diferentes criatórios, passaram por exames clínicos e já se encontram em fase de adaptação no local da prova, em Uberaba/MG.Com pasto e suplementação ajustada à produção diária, o Concurso Leiteiro Natural tem como objetivo mostrar todo o potencial das raças zebuínas dentro do sistema de pasto. “As matrizes estão a pasto e apenas durante a ordenha estão sendo oferecidos silo e ração. A ABCZ está realizando avaliações de qualidade do leite e tomando os devidos cuidados para prevenção de possíveis agentes infecciosos nas glândulas mamárias das matrizes. A média geral de produção de leite até o momento é de 21 litros de leite/dia”, comenta Mariana Alencar, gerente do PMGZ Leite.

O Concurso Leiteiro Natural será realizado entre os dias 12 e 16 de agosto, com duas ordenhas diárias, totalizando 10 ordenhas. Nenhuma ordenha será eliminada. Entre os dias 17 e 25 de agosto, as matrizes participantes ficarão expostas para visitação em pavilhão no Parque Fernando Costa. As campeãs do concurso serão conhecidas na 6ª ExpoGenética, durante premiação programada para o dia 22 de agosto.

Vem aí o Leilão Gir das Américas

No dia 08 de agosto, a partir das 21 horas, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, será realizado o 6º Leilão Gir das Américas, quando serão ofertadas matrizes Gir Leiteiro com alta produtividade em 28 lotes, com destaque para Domênica Babitonga, descendente de Radar dos Poções e CA Sansão; Zafira JMMA, campeã fêmea jovem do torneio leiteiro Uberlância 2012, descendente de Caju de Brasília e Radar dos Poções; e, prenhês Fabrica Fiv de Brasília.

O remate será transmitido pelo Canal Rural e o catálogo virtual pode ser acessado no endereço eletrônico: www.programaleiloes.com.br

Leilão Virtual Montanhas Gerais

No dia 05 de agosto será realizado, pelos produtores Alberico Sousa Cruz, Nélio Brant e Ricardo Toledo, o 3º leilão virtual “Montanhas Gerais”, a partir das 20h30min, na Churrascaria Porcão, em Belo Horizonte – MG.

Serão disponibilizados 33 lotes de animais da raça Gir Leiteiro, com destaque para Alteza Ouro Fino, descendente de Jaguar TE do Gavião e Profana de Brasília; Órbita Fiv Sadonana, descendente de Jaguar TE do Gavião e Crista TE Kubera; e, Ágata da RTPA, descendente de Jaguar Te do Gavião e Virilha CAL.

O remate será transmitido pelo Canal Rural e o catálogo virtual está disponível no endereço eletrônico: www.programaleiloes.com.br

Produção de leite cresce e alta no preço é de quase 20%

O preço do leite pago ao produtor teve novo reajuste em julho, acumulando sucessivas altas ao longo de todo o primeiro semestre de 2013 e sendo o maior patamar desde setembro/07, em termos reais (descontando a inflação do período). O preço bruto do leite pago ao produtor (que inclui frete e impostos) calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, alcançou R$ 1,0544/litro em julho – média ponderada pelo volume captado em junho nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA. Em relação ao mês anterior, a média registrou alta de 3,6% (ou de 3,7 centavos/litro) e, frente a julho/12, o aumento, em termos reais, é de 17%. O preço líquido apresentou o mesmo comportamento, chegando a R$ 0,9798/litro, elevação de 4% (ou de 4,8 centavos/litro) em relação a junho/13. Desde o início deste ano, o aumento no preço bruto já é de 18% em termos nominais e de 14,4% em termos reais.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse novo aumento no preço do leite esteve mais atrelado à firme demanda do que a produção. Isso porque, em junho, a captação de leite chegou a aumentar no Brasil – 6,73%, conforme o Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite) do Cepea – depois de registrar consecutivas quedas desde o início deste ano. A maior produção, por sua vez, se deve às boas condições de desenvolvimento das pastagens de inverno e também ao maior poder de compra do produtor de leite frente à alimentação concentrada.
No Sul do Brasil, a produção chegou a avançar 10,5%. Em Minas Gerais, o aumento na captação de maio para junho foi de 5,2%, em Goiás, de 4,5% e em São Paulo, de 3,1%.
Por outro lado, agentes relataram que o frio intenso em algumas regiões, principalmente no Sul, tem prejudicado bastante o desenvolvimento das pastagens de inverno, o que pode afetar a produção de leite de julho. A estratégia de parte dos produtores tem sido o uso da silagem – para os que produziram o alimento – e o aumento do uso de ração no cocho.
Para o próximo mês, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea continua sendo de alta nos preços, mas o mercado já sinaliza um pouco mais de estabilidade que o mês anterior. Entre os compradores ouvidos pelo Cepea, 56%, que representam 51,6% do leite amostrado, acreditam que haverá novo aumento de preços em agosto e 40,4% (que representam 47,1% do volume captado) indicam estabilidade. Somente 3,7% dos agentes (que representam 1,3% do volume) sinalizam queda para agosto.
Mesmo com a captação de junho em um patamar superior ao do mesmo mês de 2012, indústrias alegam que a oferta de matéria-prima tem sido insuficiente para o atual ritmo de venda de derivados. A demanda aquecida ainda tem sido o principal motivo para esta queixa. Com isso, os preços dos produtos lácteos continuam subindo com força. Alguns representantes dessas empresas contatadas pelo Cepea indicam que a demanda tende a aumentar mais ainda no início de agosto com a volta às aulas.
Em relação aos preços dos derivados no atacado de São Paulo, a oferta de matéria-prima abaixo da demanda, que continua bastante aquecida, tem alavancado as cotações, principalmente do leite UHT e do queijo muçarela. Até o dia 29 de julho, o leite UHT e o queijo muçarela registram médias de R$ 2,29/litro e de R$ 12,63/kg (aumentos de 5,4% e de 2,4% em relação a junho), respectivamente, sendo os maiores patamares nominais das séries histórias desses produtos, iniciada pelo Cepea em mar/10 e jan/11, nesta ordem. Essa pesquisa do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL).
AO PRODUTOR – Em julho, o preço bruto pago ao produtor de Goiás atingiu R$ 1,1285/litro, alta de 4,7% em relação a junho (5,1 centavos/litro) e novamente foi o maior valor dentre os estados que compõem a “média Brasil”. No estado de São Paulo, onde a média foi de R$ 1,0772/litro, o acréscimo foi de 3,1% (ou 3,2 centavos/litro); em Minas Gerais, o reajuste foi de 3,2% (3,3 centavos), com o litro alcançando R$ 1,0714.
Em Santa Catarina, a alta foi de 6,5% (6,3 centavos/litro), com a média atingindo R$ 1,0333/litro em julho. No Paraná, o preço subiu 4,3% (4,2 centavos/litro) e a média passou para R$ 1,0179/litro. Os estados que tiveram as menores médias continuaram sendo Bahia e Rio Grande do Sul. O preço bruto no primeiro teve incremento de 3,6% (ou 3,7 centavos/litro) e no segundo, de 4% (ou 3,7 centavos/litro), com as médias a R$ 0,9995 e a R$ 0,9672/litro, respectivamente.
Quanto aos estados que não compõem a “média Brasil” do Cepea, os preços também subiram. O maior patamar foi verificado no Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,1109, aumento de 5% (ou de 5,3 centavos/litro). Na sequência esteve o Espírito Santo, com média estadual de R$ 1,0473/litro, com alta de 5,4% (5,4 centavos/litro). No Ceará, os valores permaneceram praticamente estáveis, com leve aumento de 0,2% (0,02 centavo/litro) e média a R$0,9992/litro. Em Mato Grosso do Sul, o preço pago ao produtor aumentou 4,8% (ou 4,4 centavos/litro), com o litro a R$ 0,9601.

Alta do preço do leite melhora relação de troca por insumos

A sucessiva alta no preço do leite pago ao produtor no primeiro semestre de 2013 melhorou a relação de troca do produto por importantes insumos para a pecuária leiteira, entre eles a ração (concentrado de 22% de proteína bruta), o glifosato e o diesel. O levantamento é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

 Grãos, como milho e soja, são componentes que influenciam fortemente os preços da ração. Assim, os déficits na capacidade logística e de estocagem, associados à safra recorde de milho, e a elevada demanda externa criaram um cenário de importantes oscilações nas disponibilidades e também nos preços ao longo de todo o primeiro semestre.

Quanto ao glifosato, em decorrência da aplicação do herbicida nas lavouras de grãos e nas pastagens de inverno, a relação de troca de leite por este insumo teve picos negativos e positivos, na maioria das regiões, no período de janeiro a junho. O preço do diesel comum subiu 8% no  acumulado do ano, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A variação impactou os custos de logística, tanto do leite como de diversos insumos utilizados pela cadeia produtiva, mas não chegou a prejudicar a relação de troca.

Em São Paulo, a relação de troca de leite por um quilo de ração caiu 52,1%. Em janeiro, o produtor paulista precisava de 1,54 litro de leite para a compra do insumo e, em junho, de apenas um litro. Os produtores de Minas Gerais tiveram melhora de 35,7% no poder de compra. Em Goiás, a ampliação do poder de compra foi de 26% no primeiro semestre. No Sul do País, o poder de compra do produtor do Rio Grande do Sul teve aumento de 15,3% no acumulado de seis meses. Em Santa Catarina, para a aquisição de um quilo da ração, foi necessário 0,94 litro de leite em junho, aumento de 21,4% no poder de compra.

No Paraná, produtores precisaram de 1,36 litro de leite em junho, aumento de 15,5% no poder de compra frente a janeiro deste ano, quando era necessá-rio 1,49 litro Em relação ao glifosato, houve diminui-ção no poder de compra no primeiro semestre somente no Paraná e em Minas Gerais, de 6,9% e de 12,3%, respectivamente. Em Minas Gerais, para a compra do glifosato, eram necessários 9,44 litros de leite em janeiro, subindo para 10,75 litros em junho. Em janeiro, o produtor paranaense necessitava de 11,7 litros de leite para comprar um litro do insumo e, em junho, essa relação subiu para 12,57 litros. Nos demais estados da região Sul do País, o aumento no poder de compra frente ao glifosato foi de 6,5% no Rio Grande do Sul e de 1,6% em Santa Catarina.

 A elevação mais significativa no poder de compra, de 20,6%, foi verificada em Goiás, onde foram necessários 12 litros de leite para comprar um litro do insumo  em janeiro e 9,95 litros em junho.  A relação de troca de leite por um litro de diesel comum teve comportamento semelhante entre as regiões acompanhadas pelo Cepea.

Apesar do aumento no preço do combustível, o poder de compra aumentou devido à alta no preço do leite recebido pelo produtor. No Sul, houve aumento de 8,9% no poder de compra no Rio Grande do Sul; de 5,7% em Santa Catarina; e de 2,2% no Paraná. Em São Paulo, houve melhora de 6,1% no poder de compra, que passou de 2,49 litros de leite em janeiro para 2,35 litros em junho. Em Minas Gerais, houve melhora de 7,7%, sendo necessários 2,44 litros em junho, ante 2,62 em janeiro.

 Em Goiás, foi observado o maior aumento no poder de compra do produtor no acumulado deste ano, de 17,9%. Em janeiro, o produtor necessitava de 2,38 litros de leite para a compra de um litro do combustível e em junho, de 2,02 litros.