Este pode ser um ano de oportunidades para o setor leiteiro nacional

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2001 a 2011, mostram que a produção de leite nacional aumentou 56,5%, a uma taxa de crescimento de 4,49% ao ano, estimulada principalmente pela crescente demanda do mercado interno. Neste ano, além do consumo dos brasileiros continuar firme, fatores externos também sinalizam um ambiente propício para a maior expansão da produção e da indústria leiteira nacional.

Após um ano de 2012 com margens apertadas para os produtores, 2013 pode ser de oportunidades, tanto para os produtores quanto para o setor como um todo. Segundo relatório de março de 2013 do Instituto de Pesquisas em Políticas para a Agricultura e Alimentação (Fapri), que possui unidades nas Universidades de Iowa e Missouri/Columbia, apesar de os preços do leite e de seus derivados crescerem substancialmente, em 2012, nos Estados Unidos, muitos produtores locais ainda ficaram no vermelho devido aos altos custos de produção, situação muito semelhante à do Brasil. Isso levou a um grande abate de fêmeas, o que pode repercutir no total de leite produzido neste ano.

O relatório aponta ainda a expectativa de uma safra recorde de grãos nos Estados Unidos que, associada à safra recorde brasileira, poderá aliviar os preços das rações concentradas. É importante destacar que, na “média Brasil” calculada pelo Cepea – incluindo os Estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo –, os custos com alimentação comprometem, em média, 61% da receita obtida com a venda de leite.

Além disto, os preços do leite e de seus derivados vêm subindo consideravelmente neste começo de ano. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), do começo do ano até 1º de março, o preço do leite em pó desnatado aumentou 5,11% e o do leite em pó integral 8,3%, devido a reajustes na Oceania, ocasionados por problemas climáticos na Nova Zelândia, principal exportador mundial.

Paralelamente, no Brasil, tem havido redução nas importações e aumento nas exportações. Neste começo de ano, o volume exportado foi 38% maior que o do mesmo período de 2012. Já o volume exportado, em fevereiro, é o maior volume desde maio de 2011. Os mercados importadores do produto brasileiro continuam em expansão, inclusive em quantidade comprada. A queda no volume total importado vem ocorrendo desde dezembro de 2012. Quando se contrapõe à importação de lácteos nos dois primeiros meses do ano com o mesmo período do ano passado, verifica-se redução de 38%.

Portanto, o contexto formado por expectativa na redução de custos com alimentação, aumento dos preços de derivados no mercado internacional, redução das importações brasileiras e aumento das exportações do País tende a ser favorável para ao setor leiteiro nacional como um todo.

Fonte: ativos da pecuária de leite – Senar
Ed. 27 abril/2013

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