Importância da suplementação mineral para bovinos de leite

A atividade leiteira se mostra lucrativa nos diferentes sistemas de produção. Estabuladas ou manejadas em regime de pasto, o sucesso dependerá da eficiência adotada e, independente do porte, a propriedade deve ser encarada como uma empresa. É necessário produzir leite de qualidade com menor custo. Para isto, é fundamental que o produtor conheça os três pilares (manejo, sanidade e nutrição) que sustentam a atividade leiteira.

Dentro da nutrição, a atenção destinada à mineralização do rebanho deve ser dobrada, visto que por muitas vezes é negligenciada. Cada mineral, seja macro (cálcio, fósforo, magnésio, enxofre, potássio e sódio) ou microelemento (manganês, zinco, cobre, iodo, selênio e cobalto), desempenha funções essenciais e vitais. A deficiência destes resultará em fragilidade óssea (cálcio, ferro e cobre), redução do consumo (cobalto e zinco), crescimento lento (cálcio, cobalto, cobre e zinco), perda de peso (fósforo, enxofre e cobalto), redução da fertilidade (fósforo, cobre, iodo e manganês), problema reprodutivo (selênio, iodo e manganês), queda na produção de leite (cálcio, fósforo, enxofre e cobalto) e morte (magnésio, enxofre e selênio).

Apesar de estarem presentes na água, solo e forragem, para efeito de cálculo somente o mineral proveniente da forragem é considerado. A deficiência mineral comprovada em áreas tropicais demonstra ser fundamental fornecer tais nutrientes por meio da suplementação.

A exigência de minerais irá variar em função da categoria (bezerra, novilha, vaca seca ou em lactação) e fase de lactação (alta, média e baixa produção). Quanto maior o animal e sua produção de leite, maior será a quantidade de macro e microelementos a ser consumida.

Em se tratando de vacas confinadas, de média a alta produção, normalmente todo alimento é fornecido no cocho. Neste caso, é preciso considerar os minerais provenientes dos alimentos volumosos e concentrados. Neste sistema, o ideal é misturar o suplemento mineral na dieta. São recomendados aqueles com teor de fósforo próximo de 6% e menor teor de sódio (em excesso ocasionaria redução de consumo). A quantidade a ser fornecida dependerá do balanço nutricional apresentado na ocasião da formulação. Em cocho separado deve-se fornecer o suplemento com pelo menos 80g por kg e teor de sódio mais alto, o qual irá modular o consumo. Para vacas em regime de pasto, dependendo da produção de leite, a ração deve ser fornecida durante ou após a ordenha. Nestes casos, como dificilmente há um controle da quantidade de mineral ingerido, visto que a quantidade do mesmo é variável nas forragens ao longo do ano, é fundamental ofertar o suplemento em cochos cobertos, durante o ano todo. Para vacas, cuja produção de leite não justifica o fornecimento de ração, são recomendados suplementos proteico-energéticos. Estes possuem carboidratos solúveis e proteína, nutrientes que garantem um ambiente ruminal eficiente, resultando em ganhos produtivos e reprodutivos.

No momento de adquirir o suplemento é fundamental avaliar o nível de garantia, os ingredientes que o compõe, o consumo esperado e a recomendação técnica. Em última análise, é necessário que o produtor avalie não somente o quanto investirá na suplementação, mas também o retorno sobre o capital investido quando a suplementação é realizada de maneira correta.

Por: José Leonardo – zootecnista e gerente de Produtos Ruminantes da Guabi

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