Iagro divulga resultados da campanha da Aftosa em Mato Grosso do Sul

Do total de 56.521 propriedades envolvidas na Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Mato Grosos do Sul, 54.730 fizeram a comunicação da vacina, correspondendo a uma participação de 97,20%.

Já o percentual total de animais vacinados chegou a 99,02%, uma vez que do total de 20.777.258 animais, 20.573.344 foram vacinados, sendo que 345.544 bovídeos receberam a vacina através da vacinação estratégica – realizada em regiões de risco para a febre aftosa dividindo-se em vacinação oficial, acompanhada e assistida.

De acordo com preconizado pela portaria nº 2.550, de 30 de Maio de 2012, a vacinação da etapa novembro se dará da seguinte forma: região do Planalto, período de 1º a 30 de novembro, vacinação de todos os bovinos e bubalinos com até 24 meses; região do Pantanal, de 1º de novembro a 15 de dezembro devendo ser feita a vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino (de mamando a caducando) e nas propriedades optantes pela vacinação na etapa de novembro; e na região da Fronteira, de 1º de outubro a 15 de novembro, com a vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino (de mamando a caducando), independente da idade.

Segundo a diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, a constante vigilância e vacinação do rebanho são as duas premissas fundamentais para manter a qualidade e a competitividade da produção de bovinos no Mato Grosso do Sul.

Nossa meta é manter a aftosa bem longe do Estado, esperamos que a segunda etapa também apresente resultados positivos”, concluiu.

Informações IAGRO MS 

Boi orgânico no Pantanal

A edição 67 da Revista ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu – traz uma reportagem especial sobrea criação de boi orgânico no santuário ecológico brasileiro: Pantanal, no Mato Grosso do Sul.

A autora do texto, Larissa Vieira, revela que “Com um sistema que permite o desenvolvimento de uma pecuária naturalmente orgânica, o Pantanal tem uma intensa produção de bovinos em total harmonia com o meio ambiente. Entre as iniciativas para manter o alto índice de preservação está uma pesquisa da Embrapa sobre linhagens zebuínas mais adaptadas ao sistema de produção de cria da região”.

Foram citadas no texto as Fazendas: Lourdes, Nhumirim e a Rancharia, além das duas instituições do segmento, a Associação Brasileira de Pecuária de Corte Orgânica (ABPO) e a Associação Brasileira dos Produtores de Animais Orgânicos (ASPRANOR), localizadas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, respectivamente.

Leia a reportagem na íntegra na Revista ABCZ!

IAGRO antecipa vacinação contra febre aftosa na Fronteira de MS

A primeira etapa da imunização do rebanho de bovídeos na “zona de fronteira” de Mato Grosso do Sul – antiga ZAV – vai acompanhar o segundo período de vacinação contra febre aftosa do Paraguai, e por isso será antecipada para o mês de abril, porém já iniciando os trabalhos no dia 26 de março. “A medida visa uma maior vigilância e atenção nas propriedades de fronteira”, destaca a diretora presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Cristina Carrijo. No resto do Estado, o cronograma continua o mesmo, com início em maio nas regiões do Planalto e Pantanal.

A Iagro alerta os produtores para que se programem com antecedência e esclarece as estratégias de vacinação para a zona de fronteira, onde deverá ser vacinado todo o rebanho.

Nas propriedades de maior risco sanitário (assentamentos, aldeias indígenas e periferias das cidades) a Iagro vai fornecer a vacina e realizar a vacinação com agulha oficial, ou seja, os funcionários da Agência realizarão a aplicação da vacina. Nas demais propriedades, a Iagro vai realizar a vacinação acompanhada (o produtor vacina os animais na presença dos servidores da Iagro em 100% do rebanho), fiscalizada (vacinação sob acompanhamento parcial por servidores da Iagro), ou ainda oficial – Nestes casos, o produtor será o responsável pela aquisição da vacina das revendas de produtos veterinários.

Para a aquisição da vacina, os produtores deverão se dirigir aos escritórios da Iagro para a liberação da compra no sistema Saniagro bem como o agendamento dos trabalhos de fiscalização da vacinação, quer seja acompanhada, fiscalizada ou oficial. O produtor precisa ficar atento ao prazo para o registro da vacinação, que deverá ser realizado pela internet até o dia 15 de maio.

PLANALTO E PANTANAL

Confira o calendário de vacinação para as demais regiões:
Planalto – 01 a 31 de maio
Pantanal – 01 de maio a 15 de junho (para os optantes desta etapa).

No Planalto, os Bovinos e Bubalinos devem ser imunizados de zero a 24 meses. O registro da vacinação deverá ser realizado pela internet até o dia 15 de junho.

No Pantanal, os optantes desta etapa devem imunizar todo o rebanho – de mamando a caducando. O registro da vacinação deverá ser realizado pela internet até o dia 30 de junho.

Para mais informações o produtor pode procurar uma Agência da Iagro no seu município ou ainda pelo telefone 0800-679120.

Informações Noticias MS

Pesquisadores da Embrapa Pantanal acompanham FIV em bovinos pantaneiros

Está sendo bem-sucedida a iniciativa de tentar multiplicar o rebanho de bovinos Pantaneiros do núcleo de criação da fazenda Santo Augusto, no município de Rochedo (MS), utilizando técnicas de aspiração folicular (OPU) e fertilização in vitro (FIV). Pela primeira vez essa técnica está sendo utilizada nessa raça local brasileira, que está ameaçada de extinção.

As atividades têm sido acompanhadas pelos pesquisadores Ériklis Nogueira e Raquel Soares, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e conta com apoio de Universidades e a participação de empresas privadas.

Ériklis explica que a técnica consiste em aspirar ovócitos das vacas (que corresponderiam aos óvulos da mulher) e fazer a fertilização in vitro com sêmen de touros da raça Pantaneiro. Após a fecundação, o embrião é implantado em uma vaca receptora. “Essa técnica nunca havia sido utilizada no Mato Grosso do Sul em animais desta raça”, afirmou ele. Foram aspiradas sete vacas, adquiridas pela fazenda Santo Augusto, já em idade avançada.

De acordo com o pesquisador, naturalmente uma vaca gera um bezerro por ano. Se a técnica for repetida e mantida, esse processo pode ser acelerado e existe potencial para se gerar um número maior de bezerros. Por tratar-se de uma raça taurina, espera-se que animais da raça Pantaneiro produzam menos ovócitos do que as zebuínas, porém “para a conservação da raça, a técnica é viável”, disse Ériklis.

Fonte: Embrapa Pantanal