Veja como começar a inseminação artificial sem ter prejuízos

Atualmente, a inseminação artificial é a tecnologia que mais rende frutos aos adeptos desta ferramenta cada vez mais presente nos rebanhos brasileiros. Em 2014, a comercialização interna de sêmen foi de mais de 12 milhões de doses, crescimento de 10% em relação ao anterior e movimentou cerca de R$ 250 milhões. E para 2015, a expectativa é que o setor continue em franco crescimento.

Pensando nisso, a Embrapa Gado de Leite trouxe alguns pontos que podem auxiliar o produtor a começar a investir na inseminação artificial sem ter prejuízos. Confira!

A inseminação artificial (IA) é uma técnica com muitos custos envolvidos, como aquisição e manutenção de um botijão de sêmen, compra de sêmen e material de consumo, além da necessidade de um inseminador qualificado. Esses custos também dependem da eficiência da técnica. Se a taxa de prenhez na IA for baixa, serão gastas mais doses de sêmen e as vacas terão o período de serviço aumentado. Assim, a IA é viável em fazendas que tenham uma boa condição nutricional e sanitária do rebanho e que contem com um bom inseminador.

Para produtores que têm poucas vacas, pequena produção de leite ou baixo poder aquisitivo, a solução para baixar os custos de implantação e manutenção da IA é sua organização em núcleos, de modo que a estrutura sirva à coletividade. Não há vantagens da inseminação sobre a monta natural, ou vice-versa, quanto à fertilidade, desde que ambas sejam bem conduzidas. Entretanto, o uso da inseminação artificial permite um melhoramento genético do rebanho mais rápido.

A inseminação artificial pode ser introduzida de forma gradual no rebanho, para não impactar o seu intervalo de partos. Assim, pode-se iniciar inseminando as vacas uma vez e deixando o touro cobrir as vacas que repetirem o cio.

Quando a taxa de prenhez no primeiro serviço estiver satisfatória, podem-se adotar duas inseminações e o repasse com o touro no terceiro cio. Em seguida, pode-se inseminar cada fêmea três vezes e depois realizar o repasse com touro e, finalmente, pode-se chegar ao uso exclusivo da IA no rebanho.

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